9° Festival de Inverno de Bonito homenageia artistas de MS

O governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), na 9ª edição do Festival de Inverno de Bonito, que acontece de 30 de julho a 3 de agosto, em Bonito, vai homenagear personalidades da literatura, música, artesanato e artes-plásticas sul-mato-grossenses. São elas: o poeta Bíjo, o artesão Sérgio de Sá, o artista plástico Cleír Ávila e a dupla Délio & Delinha.

Bíjo

Theodorico de Góes Falcão (1920-2008), conhecido como Bíjo, era neto do desbravador de Bonito, Luiz da Costa Leite Falcão. Poeta, narrador oral, figura popular, foi uma autêntica “memória viva” da cidade. Autodidata, gentil e receptivo, guardava orgulhosamente a carteirinha e o diploma do Instituto de Poesia Internacional de Porto Alegre, onde ocupou a cadeira 184. Também recebeu o título de historiador, pela Prefeitura Municipal de Bonito.

Morador durante décadas em uma humilde casa de madeira próxima à praça da Liberdade – onde mantinha um pequeno bar – foi armeiro militar, abria poços e foi discípulo de “Sinhozinho”, figura mística que viveu na região na primeira metade do século passado, por quem teria sido curado e cuja história posteriormente registrou.

Sérgio de Sá

Nascido em Curvelo (MG), o artesão Sérgio Sá cursou marcenaria no Senai de Juiz de Fora (MG) aos 14 anos, aprimorou-se na arte da artesania e da cultura. Aos 58 anos, que vai ser comemorado durante o 9° Festival de Inverno de Bonito, e 34 anos de profissão, tem mais de mil peças expostas. Sérgio Sá vende suas peças para brasileiros e estrangeiros e desenvolve o artesanato voltado à cultura popular.

Os presidentes João Figueiredo e Lula receberam do artesão peças únicas esculpidas em madeira: o militar ganhou a escultura de girassóis em relevo vazado (com 2m20cm de altura), enquanto Lula, durante a inauguração do Aeroporto Internacional de Bonito, em 2004, levou para Brasília um pacu numa bandeja de mais de um metro de comprimento. O Banco do Brasil também adquiriu painéis do artista, que estão em exposição em agências do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Sá expôs seus trabalhos em vários Estados brasileiros, mas foi no Rio de Janeiro que foi elogiado pelo renomado crítico de arte Jaime Mauricio, na coluna de Carlos Swan, no jornal O Globo. Fora do Brasil, já expôs em Marseille (França), além de suas peças ganharem o mundo nas mãos dos turistas que visitam Bonito.

Cleir Ávila

Campo-grandense, autodidata, Cleir Ávila pinta profissionalmente desde os 10 anos. Suas obras, marcadas por temas regionais e ecológicos, estão presentes em quadros de cores fortes, vivas e na naturalidade técnica de seus monumentos. Em 1984, fundou em Campo Grande (MS) a Escola Mita`I da aldeia que desempenhou papel fundamental na formação de novos talentos e divulgação da arte. Criou a Galeria Uruarte, referencial Guaicuru de Artes Plásticas. “Minha linguagem plástica expressa a trajetória do homem Guaicuru, da aldeia à cidade, do barro ao concreto. Sintetiza formas e símbolos”, explicou.

Lançou em Campo Grande o projeto da construção de painéis artísticos nas paredes laterais de prédios, inserindo na paisagem urbana da Capital e de outras cidades de Mato Grosso do Sul diversos personagens da fauna pantaneira, como a onça, a garça e o tuiuiú.

Criou ainda monumentos significativos como o Monumento das Araras, na praça Cuiabá, o Monumento dos Tuiuiús no Aeroporto de Campo Grande, Monumento do Dourado na entrada de Ladário e o Monumento das Piraputangas na praça Liberdade, em Bonito.

Délio e Delinha

José Pompeu e Delanira Gonçalves entraram para a história da música sul-mato-grossense como Délio & Delinha, unidos pela música e pelo matrimônio. Iniciaram a carreira em Campo Grande, nos anos 50, cantando em festas. Foram para São Paulo e fecharam um contrato exclusivo com a rádio Bandeirantes e outro com a gravadora Califórnia. O primeiro disco, em 78 rotações, é gravado em 59, e tornou-se sucesso imediato, levando-os ao primeiro LP, pelo qual obtiveram uma carreira fonográfica recorde, entre artistas do Centro-Oeste.

Receberam do público o carinhoso apelido de “Casal de Onças” de Mato Grosso ainda uno, terra que divulgaram com orgulho, em canções quase sempre de sua autoria, e para onde decidiram voltar, nos anos 60, vencidos pela saudade, mas realizados artisticamente.

Desfeita, logo após o divórcio, a dupla reúne-se apenas em 1978, lançando uma produção independente “O Sol e a Lua”. Juntos novamente desde 2000, acompanhados do filho João Paulo, retomaram a carreira fazendo shows e participando de diversos festivais no Estado. Sob a direção musical do cantor e compositor Paulo Simões, foi produzido, 24 anos depois, um disco com canções inéditas e regravações da dupla que marcaram história na música brasileira e sul-mato-grossense: o título “Délio & Delinha – É sempre assim”, cujo lançamento está sendo planejado para o final deste ano.

Fonte: MS Notícias




 

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