Artigo sobre composição de anfíbios anuros em área ecoturística

Um dos pontos chave em ecologia é investigar a relação entre os organismos e seus ambientes. Analisar a relação da heterogeneidade ambiental/características ambientais com a composição de espécies trata-se de uma abordagem alternativa aos estudos que relacionam características ambientais a riqueza ou a diversidade de espécies.

Deste modo, este estudo visa analisar a relação das características ambientais de áreas úmidas sobre a composição de espécie de anuros, na Estância Mimosa Ecoturismo (20°58`49“S e 56°30`32“W), inserida no Planalto da Bodoquena, Município de Bonito, Mato Grosso do Sul.

Foram amostradas 18 áreas úmidas e quantificadas seis variáveis ambientais, entre maio de 2010 a maio de 2011 (exceto em janeiro de 2011). A composição de espécies em cada ambiente foi amostrada através do método de busca ativa visual e registro de vocalização. Representamos as mudanças na composição da comunidade de anuros através de um único eixo sintético produzido pelo método escalonamento multidimensional não-métrico (NMDS).

O gradiente ambiental foi representado por meio do primeiro eixo derivado da Análise dos Componentes Principais (PCA). Em seguida, a relação entre os dois gradientes foi testada utilizando uma análise de regressão linear simples. Foram registradas 24 espécies de anuros, distribuídos em 11 gêneros e seis famílias.

O número de arbustos e a altura da gramínea foram as variáveis que melhor explicaram a mudança da composição de espécies de anuros.

Os resultados deste estudo apontam que determinadas variáveis ambientais podem ser preditoras da composição da comunidade de anuros. Essas informações são úteis para a conservação da biodiversidade da região, uma vez que podem auxiliar no ecoturismo, uma das principais atividades econômicas da região.

Autora: Sabine Borges da Rocha1*; Fernando Ibanez Martins2; José Sabino3

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Bonito em apneia

Jota, Erasmo, Falcão e Ney, Camelo e T`nalia: Gostei, não gostei, gostei, insosso e ruim, me encantou. Não necessariamente nesta ordem, que ordem.
 
A grande tenda agora é Praça do Festival. E a Praça do Festival? Respondo: É Praça do Festival. Lá na Praça do Festival, também conhecida como Praça das Piraputangas, ou Praça da Liberdade, ou ainda, praça de Bonito o festival realmente aconteceu. 
 
Fotos estavam em apneia (aproveitando para fazer uma analogia ao CD solo de Guga Borba). A fotógrafa paulista trouxe fotos em aquários para mostrar suas flutuações, um outro, flutuava sobre o pantanal para mostrar a maravilha aérea da região, mas quem voou mesmo foi a japinha paulista mundialmente conhecida como Sandra. Uma anjinha içada por guindaste que voava sobre Bonito. Lindo, foi uma apneia (de novo), ver esses trabalhos.
 
Quem também mergulhou no trabalho foi o tal de Naveira que em uma doideira em quatro atos, pintou (de fato) quatro telas 4×4, uma apneia (sério, não é merchan) artística.
 
Havia outros grandes espaços na praça, mas também teve um buraco (do oráculo), que expandiu a apneia das crianças, mergulhadas em sonhos, risos e imaginário.
 
Imaginem só! Teve eco espaço (novamente), mas não aquele eco, este Eco, ecologicamente correto, trabalhando com quem vai cuidar do Ecossistema, um Eco Espaço Criança, onde elas davam verdadeiros puxões de orelha nos adultos “não polua”, disse uma. “Não desmate”, escreveu outra.
 
Fantástico ver nossas crianças no Festival. Fantástico foi ver o jovem Joãozinho abraçadinho com o Ney, aquele de Mato Grosso, homenageado pelo Festival, e que fez questão de dizer: “Sou de Mato Grosso”. Grosso.
 
Joãozinho, o xodózinho do festival, subiu em vários palcos. Viveu uma `Cápsula de Sonhos` com a Prateada Marina Dalla, que merecia uma medalha de ouro, e não chumbinho.
 
No estande do artesanato, quem tem apoio vende barato. Valeu Ceará vou lá passear e aprender como se faz AR-TE-SA-NA-TO. Uma apneia possivel. Lá, no nordeste brasileiro é.
 
E os `ouros da casa?`, prata mesmo só Marina Dalla, da cabeça ao violão. Tinha um Pretim por lá, que nem se importou com o ensaiado, e fez tudo improvisado. ENCANTADO.
 
O festival foi dividido em três atos, digo, locais (acho que estou esquecendo de um): A praça do Festival, a Praça do Festival (Entenderam NÉ!) e o Centro de Convenções, onde rolou um papo sério de ecologia, um GEOparque no Bodoquena, que novamente roubou a cena. Mas lá, também, rolou teatro, cinema, palestra sarau e + atrações para as crianças. Elas sim se divertiram “muito mais, animais ++” para as crianças.
 
Pra finalizar uma apneia mercadológica mix mundial, na Vila Rebuá. (estava esquecendo deste maravilhoso espaço).
 
É MA-RA-VI-LHO-SO ver o povo de Mato Grosso `do SUL`, sendo admirado por seu trabalho. Poucos admiram, mas quem o faz sabe, que o 12º Festival, feito por Brothers vai perder um IRMÃO. NITO, meu amigo, esperamos ver você passeando numa profunda apneia, no 13º festival de Bonito.

Rodrigo Ostemberg
Cultura Pura
O site da cultura sul-mato-grossense

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Bonito, Bodoquena e Jardim são ideias para quem curte natureza

A cidade de Bonito é um paraíso da água doce. As águas cristalinas dos rios Prata, Formoso e Sucuri e a apreciação da vegetação subaquática são os principais atrativos da região. O Balneário do Sol, conjunto de piscinas naturais e cachoeiras formado às margens do Rio Formoso, e a Gruta do Lago Azul, uma escadaria de 300 degraus que leva o turista para um mergulho em um dos monumentos naturais do planeta, são alguns dos passeios imperdíveis.

Fotos de Bonito MS!

Além das belezas naturais, outra maneira de aproveitar o destino ao máximo é praticando algumas atividades do turismo de aventura. Dentre elas, destaque para o arvorismo, boia-cross, caminhada, cicloturismo, flutuação, mergulho, turismo equestre e rapel.

Perto dali, o relevo acidentado e serrano foi generoso com a pequena cidade de Bodoquena. A geografia local facilitou o surgimento de inúmeras nascentes e a formação de cachoeiras e balneários belíssimos, com destaque para a Boca da Onça, uma das maiores quedas d`água do estado. A cidade está entranhada no Parque Nacional da Serra da Bodoquena e possui muitas grutas e cavernas, características que possibilitam a prática de diversas atividades de aventura.

A fauna e a flora da região são exuberantes: antas, capivaras, veados, queixadas, macacos, onças pintadas e urubus rei. Também é possível mergulhar com cardumes de dourados e piraputangas.

Já em Jardim o grande destaque fica para o entorno do Rio da Prata, com balneários e recantos. A cidade recebe turistas do mundo inteiro que buscam conhecer melhor o que fez do Recanto Ecológico do Rio da Prata a “Melhor Atração do Brasil”, pelo Guia Quatro Rodas por dois anos consecutivos.

Outro destaque da cidade é o Buraco das Araras, uma dolina – depressão típica de regiões calcárias – com mais de 100 metros de profundidade e 500 de circunferência. Ela recebe esse nome por ser uma área de reprodução de diversas aves, em especial, a arara-vermelha.

Ainda, Jardim atende seu visitante com uma das melhores infraestruturas do estado, com opções de hospedagem e alimentação, além de áreas para camping.

Estes destinos são contemplados pelo portal Viagem na Natureza (www.viagemnatureza.com.br), desenvolvido para oferecer conteúdo de qualidade sobre dezenas de destinos, parques nacionais e atividades de ecoturismo e Turismo de aventura – tudo reunido para ajudar o turista a desfrutar da natureza brasileira da maneira mais segura e divertida possível.

AD Comunicação & Marketing

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Conar cria normas novas para apelos de sustentabilidade na publicidade

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, Conar divulgou no dia 07 de junho, em sua sede, em São Paulo, novas normas para a publicidade que contenha apelos de sustentabilidade.

O Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, documento que, desde 1978, reúne os princípios éticos que regulam o conteúdo das peças publicitárias no país, já continha recomendações sobre o tema mas elas foram inteiramente revisadas, sendo reunidas no artigo 36 do Código e detalhadas no Anexo U.

O sentido geral das novas normas é reduzir o espaço para usos do tema sustentabilidade que, de alguma forma, possam banaliza-lo ou confundir os consumidores. Além de condenar todo e qualquer anúncio que estimule o desrespeito ao meio ambiente, o Código recomenda que a menção à sustentabilidade em publicidade obedeça estritamente a critérios de veracidade, exatidão, pertinência e relevância.

Um anúncio que cite a sustentabilidade deve, assim, conter apenas informações ambientais passíveis de verificação e comprovação, que sejam exatas e precisas, não cabendo menções genéricas e vagas. As informações devem ter relação com os processos de produção e comercialização dos produtos e serviços anunciados e o benefício apregoado deve ser significativo, considerando todo seu ciclo de vida.

As novas normas incorporam o princípio que orientou a revisão, em 2006, das regras éticas para a publicidade de produtos e serviços que visam crianças e adolescentes, que considera que a publicidade deve ser fator coadjuvante na formação dos cidadãos.
Este princípio está resumido nas frases que servem de introdução ao Anexo U:

“É papel da Publicidade não apenas respeitar e distinguir, mas também contribuir para a formação de valores humanos e sociais éticos, responsáveis e solidários. O Conar encoraja toda Publicidade que, ao exercer seu papel institucional ou de negócios, também pode orientar, desenvolver e estimular a sociedade objetivando um futuro sustentável”.

As novas normas entram em vigor em 1º de agosto e valem para todos os meios de comunicação, inclusive a internet.

Confira a íntegra das novas normas:

Artigo 36 do Código
A publicidade deverá refletir as preocupações de toda a humanidade com os problemas relacionados com a qualidade de vida e a proteção do meio ambiente; assim, serão vigorosamente combatidos os anúncios que, direta ou indiretamente, estimulem:
1. a poluição do ar, das águas, das matas e dos demais recursos naturais;
2. a poluição do meio ambiente urbano;
3. a depredação da fauna, da flora e dos demais recursos naturais;
4. a poluição visual dos campos e das cidades;
5. a poluição sonora;
6. o desperdício de recursos naturais.

Parágrafo único
Considerando a crescente utilização de informações e indicativos ambientais na publicidade institucional e de produtos e serviços, serão atendidos os seguintes princípios:

1. veracidade – as informações ambientais devem ser verdadeiras e passíveis de verificação e comprovação;
2. exatidão – as informações ambientais devem ser exatas e precisas, não cabendo informações genéricas e vagas;
3. pertinência – as informações ambientais veiculadas devem ter relação com os processos de produção e comercialização dos produtos e serviços anunciados;
4. relevância – o benefício ambiental salientado deverá ser significativo em termos do impacto total do produto e do serviço sobre o meio ambiente, em todo seu ciclo de vida, ou seja, na sua produção, uso e descarte..

Anexo U – Apelos de sustentabilidade
É papel da Publicidade não apenas respeitar e distinguir, mas também contribuir para a formação de valores humanos e sociais éticos, responsáveis e solidários.

O CONAR encoraja toda Publicidade que, ao exercer seu papel institucional ou de negócios, também pode orientar, desenvolver e estimular a sociedade objetivando um futuro sustentável.

REGRA GERAL

(1) Para os efeitos deste Anexo, entender-se-á por “Publicidade da Responsabilidade Socioambiental e da Sustentabilidade” toda a publicidade que comunica práticas responsáveis e sustentáveis de empresas, suas marcas, produtos e serviços.

(2) Para os efeitos deste Anexo, entender-se-á por “Publicidade para a Responsabilidade Socioambiental e para a Sustentabilidade” toda publicidade que orienta e incentiva a sociedade, a partir de exemplos de práticas responsáveis e sustentáveis de instituições, empresas, suas marcas, produtos e serviços.

(3) Para os efeitos deste Anexo, entender-se-á por “Publicidade de Marketing relacionado a Causas” aquela que comunica a legítima associação de instituições, empresas e/ou marcas, produtos e serviços com causas socioambientais, de iniciativa pública ou particular, e realizada com o propósito de produzir resultados relevantes, perceptíveis e comprováveis, tanto para o Anunciante como também para a causa socioambiental apoiada.

Além de atender às provisões gerais deste Código, a publicidade submetida a este Anexo deverá refletir a responsabilidade do anunciante para com o meio ambiente e a sustentabilidade e levará em conta os seguintes princípios:

1. CONCRETUDE
As alegações de benefícios socioambientais deverão corresponder a práticas concretas adotadas, evitando-se conceitos vagos que ensejem acepções equivocadas ou mais abrangentes do que as condutas apregoadas.

A publicidade de condutas sustentáveis e ambientais deve ser antecedida pela efetiva adoção ou formalização de tal postura por parte da empresa ou instituição. Caso a publicidade apregoe ação futura, é indispensável revelar tal condição de expectativa de ato não concretizado no momento da veiculação do anúncio.

2. VERACIDADE
As informações e alegações veiculadas deverão ser verdadeiras, passíveis de verificação e de comprovação, estimulando-se a disponibilização de informações mais detalhadas sobre as práticas apregoadas por meio de outras fontes e materiais, tais como websites, SACs (Seviços de Atendimento ao Consumidor), etc.
 
3. EXATIDÃO E CLAREZA
As informações veiculadas deverão ser exatas e precisas, expressas de forma clara e em linguagem compreensível, não ensejando interpretações equivocadas ou falsas conclusões.

4. COMPROVAÇÃO E FONTES
Os responsáveis pelo anúncio de que trata este Anexo deverão dispor de dados comprobatórios e de fontes externas que endossem, senão mesmo se responsabilizem pelas informações socioambientais comunicadas.

5. PERTINÊNCIA
É aconselhável que as informações socioambientais tenham relação lógica com a área de atuação das empresas, e/ou com suas marcas, produtos e serviços, em seu setor de negócios e mercado. Não serão considerados pertinentes apelos que divulguem como benefício socioambiental o mero cumprimento de disposições legais e regulamentares a que o Anunciante se encontra obrigado.

6. RELEVÂNCIA
Os benefícios socioambientais comunicados deverão ser significativos em termos do impacto global que as empresas, suas marcas, produtos e serviços exercem sobre a sociedade e o meio ambiente – em todo seu processo e ciclo, desde a produção e comercialização, até o uso e descarte.

7. ABSOLUTO
Tendo em vista que não existem compensações plenas, que anulem os impactos socioambientais produzidos pelas empresas, a publicidade não comunicará promessas ou vantagens absolutas ou de superioridade imbatível. As ações de responsabilidade socioambiental não serão comunicadas como evidência suficiente da sustentabilidade geral da empresa, suas marcas, produtos e serviços.

8. MARKETING RELACIONADO A CAUSAS
A publicidade explicitará claramente a(s) causa(s) e entidade(s) oficial(is) ou do terceiro setor envolvido(s) na parceria com as empresas, suas marcas, produtos e serviços.

O anúncio não poderá aludir a causas, movimentos, indicadores de desempenho nem se apropriar do prestígio e credibilidade de instituição a menos que o faça de maneira autorizada.

As ações socioambientais e de sustentabilidade objeto da publicidade não eximem anunciante, agência e veículo do cumprimento das demais normas éticas dispostas neste Código.”

Notícia divulgada no portal do Conar, publicada em 7/6/2011, sob o título: “O Conar cria normas éticas para apelos de sustentabilidade na publicidade”.

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Gentileza gera gentileza

Ele acreditava que somente com gentileza a violência, “fruto do capital capeta que vende tudo e destrói tudo”, poderia ser superada. José Datrino (1917-1996), que se notabilizou como o Profeta Gentileza na década de 80 no Rio de Janeiro, escreveu em 56 pilastras do Viaduto do Caju sua crítica à sociedade de consumo e pintou também nas colunas o cerne de sua filosofia: “Gentileza gera gentileza, amor”. 

No auge dos anos 80, quando a juventude brasileira se revirava em poesia e música inteligente em busca de identidade, política e ideologia para viver, José Datrino encarnou o profeta magro, alto e andarilho, sempre de túnica e barba branca espalhando sorrisos, acenos e mensagens de paz.

Era como se o Redentor tivesse descido do Corcovado, ganhasse forma e o dom de falar diretamente com os mortais. 
– “Gentileza meus filhos. Não usem problemas. Não usem pobreza. Usem amor. E a natureza tem beleza, bondade e ri”.

Muita gente perdeu o hábito de dar bom dia, dizer agradecido, com licença ou disponha. Pior que estas são aquelas que não foram educadas e desconhecem as noções básicas de civilidade.

José Datrino, ao ser chamado de louco, respondia: – “Sou maluco para te amar e louco para te salvar”.

Vamos imaginar duas situações, uma com gentileza e outra da forma como tem ocorrido quase que diariamente. 

Na primeira, dois carros se fecham em um dia qualquer de novembro em Campo Grande. Os motoristas discutem, um deles saca uma arma e dispara matando imediatamente um menino de apenas dois anos que estava no banco traseiro de um dos automóveis envolvidos. Uma vida inteira jogada fora por um motivo fútil, inútil, descabido. Atitude que os policiais chamam de desinteligência. 

Na segunda, dois carros se fecham em um dia qualquer, um motorista olha para o outro, pede desculpas e ainda deseja bom dia. O outro condutor, por sua vez, responde com um sorriso que não foi nada, reforça o desejo de um dia feliz e produtivo e vai embora.  

A vida prossegue naturalmente e o melhor: a criança cresce, rala o joelho aprendendo a andar de bicicleta, estuda, se apaixona, se casa e cria filhos como deveria ocorrer no curso natural das coisas. 

Você já parou para pensar que tipo de civilização nós estamos criando? Há poucos anos apreensões de maconha e cocaína eram contabilizadas por quilos. Hoje por toneladas.

Já parou para pensar quem consome isso tudo? Não são aqueles meninos pobres e abandonados pelo Estado, de 13 a 19 anos, sem acesso à educação e que vivem nas favelas armados de AK-47 até os dentes. 

Há uma legião de gente infeliz no mundo, se picando, se drogando, fumando e bebendo até cair. Se houvesse gentileza, comunicação, honestidade e respeito nas relações humanas a vida não seria mais suportável?

Tem coisa pior que chegar ao trabalho e dar de cara com o chefe do setor ou o dono da empresa com aquela cara de carranca?

Tem coisa pior que conviver horas do dia com um sujeito que acha que o mundo tem que suportar seu mau humor só porque ele está um ponto acima de você em uma escala hierárquica?

Não seria o caso da pessoa resolver seus problemas particulares particularmente ou se for profissional resolver civilizadamente com os colegas de trabalho ou com ajuda médica, em última instância? Mau humor é pior que Aids. Não existe preservativo no mundo capaz de nos proteger contra a infelicidade alheia.

Proponho que 11 de abril, data de nascimento de José Datrino, seja criado o Dia Nacional da Gentileza. Da mesma forma que existem dias para nos alertar sobre a pressão alta, o câncer e a Aids, em 11 de abril o país inteiro pararia para refletir sobre como mudar hábitos elementares pode ser saudável.

Reportagens seriam lidas nos jornais, internet, revistas e vistas nas televisões. Entrevistas em rádios com personagens nos fariam compreender como a vida de alguém se transformou totalmente a partir da adoção de práticas gentis. 

Ser gentil não é sinônimo de fraqueza. É totalmente possível também discordar de alguém sem iniciar a terceira guerra mundial.

Ter opinião divergente não é crime. No mais, espere a sua vez. Ela sempre chega.  

Não há absolutamente nada de desprezível em ser elegante e agradável. Para exercer a gentileza basta querer. Não é preciso ter curso superior com pós-graduação e doutorado. Não precisa ser rico, milionário ou o feliz ganhador da mega sena.

Basta começar a pensar que gentileza gera gentileza, amor.  

Na década de oitenta, a mesma da ecologia e do bordão “salvem as baleias”, o foco era redimir o planeta a partir da natureza.

Hoje, ainda no início desse novo milênio, o ser humano precisa pensar seriamente em se salvar para poder cuidar inclusive das baleias, das focas, das araras, dos ursos, dos cães e das crianças abandonadas nas ruas, nas caçambas e nos lixões.

O primeiro passo para a cura é admitir e diagnosticar a doença. O mundo adoeceu em consequência da infelicidade do ser humano. Quanto dinheiro é necessário para ser feliz?

Que venha o Dia Nacional da Gentileza. Vidas poderão ser salvas. 

Agradecido. 

PAULO RENATO COELHO NETTO é jornalista, pós-graduado em marketing www.paulorenato.net.br

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Turismo equestre une natureza e animais

O turismo equestre é uma atividade de aventura que vem crescendo muito no Brasil, pois proporciona uma interação direta com a natureza, além da exploração de destinos com belezas naturais ou de importância histórica e cultural.

Mesmo que a pessoa nunca tenha montado, com uma simples explicação é possível dominar as técnicas e controlar o animal. Ainda, muitos operadores pelo Brasil tem se especializado em oferecer produtos diferenciados, como os passeios noturnos com a luz da lua. Estes são feitos de acordo com o perfil e experiência de cada pessoa e podem durar de 30 minutos até um dia todo.

Um dos grandes diferenciais desta atividade é que ela pode ser praticada por pessoas com mobilidade reduzida. Os cavalos são muito usados em clínicas de equoterapia, desenvolvendo tratamento para o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência ou com necessidades especiais.

No Brasil, existem vários locais onde o turismo equestre pode ser praticado. A cidade de Bonito, no Mato Grosso do Sul, é uma das pioneiras e oferece roteiros belíssimos por toda a região. Os estados do Mato Grosso, de Minas Gerais, de São Paulo também possuem locais incríveis para as cavalgadas.

Para garantir a segurança, é importante se certificar de que as empresas são associadas à ABETA (Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo e de Aventura), que trabalha para fortalecer o segmento e reforçar o potencial do Brasil para oferta segura e responsável de atividades de Ecoturismo e Turismo de Aventura.

Fonte:  AD Comunicação & Marketing

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Bonito fica onde?

Ninguém sabe onde fica Bonito porque não se sabe onde é Mato Grosso do Sul ou não sabe onde é Mato Grosso do Sul porque não se sabe onde fica Bonito?  Parece a história de quem veio primeiro: o ovo ou a galinha. 

O fato é que está todo mundo indignadinho porque uma novela mandou Bonito para Mato Grosso, aquele Estado vizinho que cresceu mais que a gente, fez mais dinheiro que a gente, tem mais boi e soja que a gente, mais cidades que a gente e vai levar a Copa do Mundo para lá e que, por isso mesmo, está rindo na cara da gente. 

O fato é que desde 11 de outubro de 1977, quando o general presidente Ernesto Geisel criou Mato Grosso do Sul na canetada, são raros projetos de marketing para divulgar o Estado. Tem gente até hoje que jura que folder é marketing.    

Houve tentativas de contar para o Brasil e para o mundo que Mato Grosso do Sul existe, como tornar a atriz Luíza Brunet embaixadora do pantanal. A belíssima sul-mato-grossense, que nasceu em Itaporã, veio aqui, tirou fotografias e foi embora do jeito que chegou: sem entender bem que diabos uma embaixadora podia fazer para propagar o Estado.

Já viramos até enredo de escola de samba carioca. Não fosse o detalhe de citar de passagem o nome Mato Grosso do Sul no samba, até que seria uma ideia razoável. Não colou.

Com tanta confusão e crise de identidade, surgem oportunistas que garantem que se mudar o nome do Estado para, digamos, Estado do Pantanal ou qualquer outra genialidade do gênero, os problemas vão acabar rápidos como nas piadas do pessoal do Casseta & Planeta. De cara já aviso: não sou pantaneiro. Prefiro mil vezes sul-mato-grossense.

Mais bombásticos e perigosos, tem a facção que jura que se mudar o nome e o horário [como vão mudar os meridianos?] aí sim, passaremos até São Paulo em renda per capita.

É tudo muito complicado, difícil, intrincado e burocrático. Mesmo que houvesse um projeto de marketing que trouxesse bons resultados, ainda faltaria mudar a mentalidade arcaica vigente em Mato Grosso do Sul. Mentalidade que vem desde o latifúndio.
Mato Grosso do Sul tem um canyon extraordinário em Costa Rica que praticamente ninguém conhece. Como se faz para esconder um canyon? E as centenas de grutas e cavernas que se espalham na Serra da Bodoquena? E o pantanal que parece que perdeu em importância com a escassez dos peixes?

Talvez as mesmas pessoas indignadas com as novelas da TV Globo pudessem responder por que a Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, é nacionalmente reconhecida e o canyon de Costa Rica goza do mais puro anonimato?

Enquanto não tomamos tento, como diriam os antigos latifundiários, Mato Grosso do Sul vai continuar espocando nas manchetes como um Estado por onde passam armas, maconha e cocaína contrabandeadas do Paraguai e da Bolívia.

Já fomos manchete nacional e internacional por trabalho infantil escravo em carvoarias, matança de jacaré no pantanal, suicídio de nativos e indiozinhos morrendo de fome em Dourados.

Bonito, a cidade ícone do turismo sul-mato-grossense, tem sérios problemas estruturais.

Agora, com o Presídio Federal de Campo Grande, constantemente reaparecemos na mídia como um lugar para onde o Brasil envia os chefões do narcotráfico. Viramos a parte debaixo do tapete.

Para encerrar, a capital do Estado também não consegue se livrar de um mosquito e que, por conta disso, também vai para a mídia nacional como a capital brasileira da dengue. A próxima epidemia já está anunciada.

Com tanto problema real, a essas alturas do campeonato nossa geografia soa tão importante quanto uma novela de televisão.

Autor: Paulo Renato Coelho Netto – jornalista, pós-graduado em marketing pela UCDB e autor do livro “Mato Grosso do Sul”. www.paulorenato.net.br/artigos 

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Suas Perspectivas para 2011

A virada de ano é uma época em que as pessoas costumam revisar suas metas pessoais e definir novas resoluções e objetivos para o novo ano. Nas últimas semanas tenho conversado com uma série de pessoas sobre como tinham se saído em relação às suas resoluções para o ano 2010. Fiquei impressionado com o quanto se está deixando de atingir metas pessoais.

Muitas das pessoas com quem conversei são bem sucedidas profissionalmente, várias delas são responsáveis ou tem grande influência em planos estratégicos de organizações, os quais compreendem uma série de objetivos, metas e planos de trabalho. Esses cronogramas organizacionais, quando questiono, normalmente acontecem com rigorosidade, várias metas foram extrapoladas e revisadas para cima e uma grande energia foi dedicada em termos de planejamento, execução, monitoramento e ajustes para que as empresas corressem nos trilhos do sucesso.

Então me pergunto o que está acontecendo com uma quantidade considerável das pessoas, e quais os efeitos disso? Por que muitos profissionais não estão conseguindo dedicar a devida energia para metas relacionadas a coisas importantes como: qualidade de vida, família, religiosidade, cuidados com o corpo, cuidados com a mente, finanças pessoais, hobbies, etc.. Creio que tenha chegado ao extremo da abdicação pessoal quando encontrei um amigo que disse que a maior parte dos finais de semana passava dormindo, de tão cansado da longa jornada de trabalho que empenhava durante a semana. Isso me fez lembrar do filme Matrix, o qual aliás vale a pena ser visto sob essa perspectiva.

Lógico que o exemplo que cito é de um dos extremos; no outro lado da corda encontro pessoas que estão conseguindo equilibrar suas vidas pessoais e profissionais tanto na vida presente quanto na construção de projetos e execução de planos. Dessas pessoas repasso aqui algumas dicas simples para que as metas pessoais não percam prioridade durante o ano:

– Avalie os resultados das resoluções de 2010 e identifique o que aconteceu onde não deu certo.
– Tenha suas resoluções para 2011 por escrito. Dedique um tempo para escrevê-las.
– Coloque metas mensuráveis sempre que possível. Por exemplo: para o objetivo de melhorar seu condicionamento físico, coloque uma meta do peso que você deverá atingir até o final do ano e/ou algum outro indicador que reflita o que é importante para você nesse item. 
– Escreva as ações que você empreenderá para alcançar sua meta, não esqueça de definir a frequência: Nutricionista uma vez por trimestre, corrida 2 vezes por semana, por exemplo.
– Lembre-se de que é possível que você precise dedicar uma energia crescente no decorrer do ano até chegar ao ponto que deseja. Dessa forma você poderá ir se adaptando com os novos hábitos. 
– Do seu plano anual sairá um cronograma semanal. A continuidade de qualquer viagem depende do próximo passo. Cole seu plano semanal (ou mensal) num lugar onde possa visualizar diariamente (eu pessoalmente gosto de usar a porta do meu guarda-roupa).
– Monitore e registre o andamento do seu plano para dar subsídios para uma avaliação.
– Avalie e ajuste. Algumas das metas você pode avaliar semanalmente, outras mensalmente, mas não deixe passar mais de um mês sem que você reveja seus planos pessoais e faça os ajustes necessários.

É possível que uma (ou mais) quebra de paradigma esteja envolvida nesse processo, mas não tenho duvida de que adquirir ou manter o hábito de cultivar uma vida rica e produtiva, também fora do ambiente de trabalho, a médio e a longo prazo fará de você uma pessoa, e também um profissional de mais valor.

Não conheço exemplos de que o desenvolvimento da consciência, e a consequente ampliação da visão de vida, tenham feito mal a uma pessoa ou  àquelas de bem que a cercam.

Tenha um próspero 2011!!

Por Daniel Spinelli – Consultor de desenvolvimento humano e diretor da PS Treinamento Empresarial. Informações pelo e-mail:
daniel@pstreinamentoempresarial.com.br /  www.pstreinamentoempresarial.com.br

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Um combatente pela natureza

A Ford anunciou no dia 9 de dezembro, os vencedores do 14º Prêmio Ford de Conservação Ambiental, que este ano teve uma das disputas mais concorridas, com 192 inscritos em cinco categorias. Considerado um dos reconhecimentos mais importantes da área, desde 1996 ele incentiva o trabalho de pessoas e instituições dedicadas à preservação e ao desenvolvimento sustentável no Brasil.

O tenente coronel da reserva da Polícia Militar Ângelo Rabelo, um dos criadores da Polícia Florestal, que mais tarde daria origem à atual Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul, conquistou o Prêmio Ford de Conservação Ambiental, na categoria Conquista Individual.

Veja uma reportagem na íntegra com o tenente no anexo!

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