IASB realiza plantio de árvores com estudantes de SP

O IASB, Instituto das Águas da Serra da Bodoquena, com o intuito de envolver escolas em ações de reflorestamento com  mudas nativas em áreas degradadas e fomentar as ações de educação ambiental, realizou dia 10 de março de 2008, o primeiro plantio com  um grupo de estudantes do ensino médio da Escola Maria Imaculada – Chapel, São Paulo. Foram plantadas 30 mudas de espécies nativas nas margens da represa do córrego Itamaraty, localizado na Estância Mimosa.

Através do Projeto Plante Bonito, o grupo de estudantes teve incluso na programação oferecida pela agência de ecoturismo Terra Nativa o plantio de mudas nativas da região e palestras fornecidas pelo IASB e pela Secretaria de Meio Ambiente do Município.

Ao todo, participaram 27 estudantes, 03 professores e 02 guias de turismo, que após receberem informações sobre a instituição e sobre as espécies plantadas, aprenderam os cuidados que se deve ter ao plantar uma muda, assim cada um ficou responsável pelo plantio de sua árvore. Para a realização dessa atividade, os alunos tiveram que abrir as covas, adubá-las, irrigar as mudas após o plantio e cobrir o solo exposto em volta da árvore com palha seca.

Entre as espécies plantadas encontram-se pitomba, caroba, tarumã, seputá e ipê-roxo. Essas árvores apresentam grande importância para a fauna da região por produzir frutos bastante apreciados pelos animais.

Com este plantio o projeto chega à marca de 987 mudas, que estão recebendo manutenção e monitoramento de seu crescimento.

Ibama abre consulta pública para definir animais de estimação

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) abriu consulta pública sobre uma lista prévia com 58 espécies da fauna silvestre nativa que serão permitidas para a criação e comercialização. O Ibama quer saber quais dentre os 53 tipos de aves e três de répteis devem ser considerados animais de estimação.

A consulta pública está disponível no endereço eletrônico www.ibama.gov.br até dia 6 de abril. Quando terminar o prazo o Ibama terá mais 30 dias para sistematizar todas as contribuições e editar a portaria final.

Qualquer pessoa pode contribuir, desde que envie para o e-mail: fauna.sede@ibama.gov.br opiniões justificadas sobre as espécies a serem incluídas ou excluídas da lista. Serão analisadas somente as contribuições que estejam dentro dos critérios estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

De acordo com o diretor de Uso Sustentável, Biodiversidade e Floresta do Ibama, Antonio Carlos Humel, essa é uma iniciativa pioneira do Conama. Ele disse também que a Resolução do Conama n°.394/2007 veio no sentido de regulamentar as espécies que podem ser comercializadas, já que atualmente não existe nenhuma lei definindo quais são essas espécies.

“É importante frisar que a população não compre animais silvestres em feira ou beira de estrada, pois estará contribuindo para a exploração predatória e contrabando de animais”, explica o diretor. Segundo ele, “culturalmente a população brasileira sempre criou alguma forma [de animal], principalmente aves, como de estimação”.

Humel disse que o Ibama está providenciando a lista prevista na Resolução do Conama n°.394/2007 com espécies da fauna silvestre que poderiam ser comercializadas em pet shops (lojas de animais), lembrando que essas espécies devem ser oriundas de criadouros devidamente regularizados pelo órgão.

Fonte: Camila Vassalo / Agência Brasil

 

Proprietários de APPs serão incentivados a restaurá-las e preservá-las

Será instalado no dia 10 de março, às 14h, o Grupo de Trabalho (GT) interministerial que vai tratar da restauração e recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs). O GT será coordenado pela Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBF) e a secretaria-executiva estará a cargo do departamento de apoio ao Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Um dos principais objetivos do GT será o planejamento de uma campanha nacional com o título “Vamos cuidar das APPs”, que além de informar à população sobre a questão destas áreas, vai incentivar seus proprietários a restaurá-las.

Pouco conhecidas e pouco respeitadas, as APPs são todas áreas onde estão localizadas, por exemplo, as matas ciliares, as encostas com mais de 45 graus de inclinação, os manguezais, as restingas, as escarpas e que cujos proprietários têm obrigação de preservar. É a primeira vez que uma campanha, em nível nacional, alertará sobre a questão. Segundo a diretora adjunta do Dconama, Dominique Louette, a proposta é criar uma agenda positiva para incentivar, tanto do ponto de vista econômico como ambientalmente, os responsáveis por estas áreas a proceder sua restauração.

Além da campanha nacional, o grupo de trabalho tem ainda por objetivo, de acordo com o estabelecido na Portaria nº 354, propor diretrizes, programas, instrumentos e ações direcionadas a estimular a restauração e Preservação das Áreas de Preservação Permanente (APPs); propor estratégias e instrumentos para o monitoramento das APPs; e promover a articulação com outras organizações públicas e privadas que desenvolvem atividades referentes ao tema.

O GT sobre Restauração e Recuperação de Áreas de Preservação Permanente será composto por 20 órgãos, entidades e organizações não-governamentais. Entre eles, o MMA, o Ibama, a Agência Nacional de Águas (ANA), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ministério das Cidades, da Integração, de Minas e Energia, a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, comunidade científica, entidades ou redes ambientalistas, Ministério Público Federal e Estadual.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

Concurso Analista Ambiental IBAMA

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS (IBAMA), oferece 610 vagas para Analista Ambiental sendo que 5% serão destinadas a Portadores de Deficiencia. Cargo: ANALISTA AMBIENTAL
2.1.1 REQUISITO: diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de graduação de nível superior, fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação, e registro no órgão de classe específico, quando for o caso.
2.1.2 DESCRIÇÃO SUMÁRIA DAS ATIVIDADES: planejamento ambiental, organizacional e estratégico afetos à execução das políticas nacionais de meio ambiente formuladas no âmbito da União, em especial as que se relacionam com as seguintes atividades: regulação, controle, fiscalização, licenciamento e auditoria ambiental; monitoramento ambiental; gestão, proteção e controle da qualidade ambiental; ordenamento dos recursos florestais e pesqueiros; conservação dos ecossistemas e das espécies neles inseridas, incluindo seu manejo e proteção; estímulo e difusão de tecnologias, informação e educação ambiental. REMUNERAÇÃO: R$ 2.573,86. JORNADA DE TRABALHO: 40 horas semanais, sendo 8 horas diárias.

As inscrições poderão ser efetuadas nas agências da CAIXA, ou via Internet. PERÍODO: 23 de maio a 3 de junho de 2005. HORÁRIO: de atendimento bancário. TAXA: R$ 60,00. Serão aplicadas provas objetivas e prova discursiva. As provas objetivas e a prova discursiva terão a duração de 4 horas e 30 minutos e serão aplicadas no dia 3 de julho de 2005, no turno da tarde.Cada prova objetiva será constituída de itens para julgamento, agrupados por comandos que deverão ser respeitados. O julgamento de cada item será CERTO ou ERRADO, de acordo com o(s) comando(s) a que se refere o item. Haverá, na folha de respostas, para cada item, dois campos de marcação: o campo designado com o código C, que deverá ser preenchido pelo candidato caso julgue o item CERTO, e o campo designado com o código E, que deverá ser preenchido pelo candidato caso julgue o item ERRADO. Para obter pontuação no item, o candidato deverá marcar um, e somente um, dos dois campos da folha de respostas. A prova discursiva valerá 10,00 pontos e consistirá na elaboração de texto narrativo, dissertativo e/ou descritivo a respeito de tema(s) relacionado(s) aos conhecimentos específicos da área a que o candidato concorre. A prova discursiva tem o objetivo de avaliar o conteúdo – conhecimento do tema, a capacidade de expressão na modalidade escrita e o uso das normas do registro formal culto da Língua Portuguesa. O candidato deverá produzir, com base em tema formulado pela banca examinadora, texto narrativo, dissertativo e/ou descritivo, primando pela coerência e pela coesão.

DOS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO E DE CLASSIFICAÇÃO: Todos os candidatos terão suas provas objetivas corrigidas por meio de processamento eletrônico. A nota em cada item das provas objetivas, feita com base nas marcações da folha de respostas, será igual a: 1,00 ponto, caso a resposta do candidato esteja em concordância com o gabarito oficial definitivo da prova; -1,00 ponto, caso a resposta do candidato esteja em discordância com o gabarito oficial definitivo da prova; 0,00 ponto, caso não haja marcação ou haja marcação dupla (C e E). O cálculo da nota em cada prova objetiva, comum às provas de todos os candidatos, será igual à soma algébrica das notas obtidas em todos os itens que a compõem.Será reprovado nas provas objetivas e eliminado do concurso público o candidato que se enquadrar em pelo menos um dos itens a seguir:
a) obtiver nota inferior a 10,00 pontos na prova objetiva de Conhecimentos Básicos (P1);
b) obtiver nota inferior a 21,00 pontos na prova objetiva de Conhecimentos Específicos (P2);
c) obtiver nota inferior a 36,00 pontos no conjunto das provas objetivas.

Parceria vai divulgar a ciência pelo teatro

Já estão abertas as inscrições para a comunidade de Corumbá  participar do projeto “Teatro popular da arte pantaneira: todo ser humano é teatro”, desenvolvido em parceria entre a Embrapa Pantanal e a Casa Brasil do Moinho Cultural Sul-Americano.

As inscrições podem ser feitas na Casa Brasil, de terça a sexta, das 8h30 às 11h e das 13h30 às 17h, e aos sábados, das 13h30 às 17h, com a bióloga Vanessa Padilha. Ela é estagiária do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e vai coordenar as oficinas de teatro que vão envolver a comunidade para divulgação da ciência.

As oficinas são direcionadas a adolescentes de 12 a 18 anos, mas outras faixas etárias podem procurar Vanessa, se houver interesse. As aulas começam dia 11 de março, na Casa Brasil, que criou um Laboratório de Divulgação da Ciência.

Nos três primeiros meses haverá um trabalho de expressão corporal. Depois disso, começam os ensaios e encenações dos roteiros envolvendo temas científicos sugeridos pelos pesquisadores da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Segundo Vanessa, o teatro como linguagem atinge mais que diretamente as pessoas de maneira lúdica, interativa, informativa e cultural. Um dos objetivos é a inclusão social da comunidade, que terá acesso à prática e reflexão teatral.

Entre os resultados esperados pelo projeto estão a sensibilização da comunidade sobre a importância da pesquisa científica para o desenvolvimento social, cultural e sustentável da região, o incentivo a futuros profissionais para que trabalhem com pesquisa científica e não se limitem à carga horária escolar, além de reforçar o valor das artes cênicas como uma metodologia de ensino prática à cultura regional.

CASA BRASIL

Casa Brasil é um projeto do governo federal que tem como principal objetivo reduzir a desigualdade social em regiões de baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). A proposta é levar para esses locais um espaço que privilegia a formação e a capacitação em tecnologia aliada à cultura, arte, entretenimento e participação popular, com forte apoio à produção cultural local.

Superando conceitos de inclusão digital vigentes, o Casa Brasil não leva somente computadores e conectividade. O projeto permite que a comunidade se aproprie da sua unidade, transformando-a em um espelho cultural do local em que foi implementada, concedendo também aos cidadãos a liberdade de decidir, via conselho gestor, os rumos das atividades que são oferecidas aos freqüentadores. Em Corumbá, o projeto foi implantado em parceria com o Instituto Homem Pantaneiro. A Embrapa Pantanal é um dos integrantes do conselho gestor da Casa Brasil.
 
Ana Maio
Jornalista – Mtb 21.928
Área de Comunicação e Negócios-ACN
Embrapa Pantanal
Corumbá (MS)
(67) 3233-2430 ramal 235

 

Estudo: rã do Pantanal pode trazer cura para diabete

Secreções da pele de uma rã sul-americana (da espécie Pseudis paradoxa, um tipo de rã aquática presente na região do Pantanal) podem ser usadas para o tratamento de diabetes tipo-2, de acordo com pesquisa anunciada nesta semana na Conferência Anual da organização britânica Diabetes UK, em Glasgow, na Escócia.

Cientistas das universidades do Ulster (Irlanda do Norte) e dos Emirados Árabes Unidos testaram uma versão sintética do composto pseudin-2, que protege a rã de infecções, e descobriram, em testes de laboratório, que ele estimula a secreção de insulina em células do pâncreas.
A experiência não registrou a presença de efeitos colaterais. A versão sintética mostrou-se mais eficaz no estímulo de insulina do que o composto natural, abrindo caminho para seu potencial desenvolvimento como um medicamento para o tratamento de diabetes.
A diabetes tipo-2 costuma ser associada à obesidade e se desenvolve porque o organismo não produz insulina suficiente, ou quando a insulina produzida não trabalha de maneira adequada. Com isso, o paciente não consegue regular os níveis de glicose no seu sangue de maneira apropriada.

O chefe da pesquisa, Yasser Abdel-Wahab, da Universidade do Ulster, disse que foram feitas várias pesquisas com moléculas bioativas de secreções da pele de anfíbios. Um estudo recente desenvolveu um medicamento para a diabetes a partir de um hormônio da saliva de um lagarto encontrado no sudoeste dos Estados Unidos e norte do México.

A espécie Pseudis paradoxa é conhecida por sua alteração de tamanho com o passar do tempo. Os indivíduos começam a vida como girinos de até 27 centímetros antes de encolher para cerca de 4 centímetros quando adultos.

BBC Brasil

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Programa de Incentivo às RPPNs da Mata Atlântica comemora 5 anos

Com apoio à criação de mais de 200 Reservas e 33 projetos de gestão de RPPNs, o programa pioneiro colabora para a proteção de uma área de 19 mil hectares.

O Programa de Incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) da Mata Atlântica, coordenado pela Aliança para a Conservação da Mata Atlântica (uma parceria entre as ONGs Fundação SOS Mata Atlântica e Conservação Internacional) e a The Nature Conservancy (TNC), comemora cinco anos de ações concretas no fomento à ampliação da área protegida da floresta mais ameaçada do País. Neste período, 133 projetos foram beneficiados pelos editais: 33 de apoio à gestão (que respondem por mais de 5 mil hectares) e criação de 200 RPPNs nos corredores da Serra do Mar, Central, Nordeste e Ecorregião das Araucárias, que juntos aumentarão em aproximadamente 12 mil hectares a área protegida por RPPNs na Mata Atlântica.

A comemoração aconteceu ontem, 28 de fevereiro, às 19h30, no Centro de Visitantes do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Na ocasião foram lançados uma publicação com os resultados e o VI Edital, que, neste ano, além de apoiar a criação individual e em conjunto de RPPNs, apoiará a elaboração e implementação de planos de manejo. Laércio Machado de Souza, presidente da REPAMS participou das comemorações.

Fonte:  REPAMS

Chuvas em Corumbá superam em 18% a média histórica

As chuvas dos últimos dias em Corumbá já superam em 18% a média histórica para o período. Apenas durante a pancada de chuva na hora do almoço de segunda-feira, dia  25, choveu em duas horas o equivalente a 44% do esperado para todo o mês: 53 mm (de acordo com registro na estação meteorológica automática instalada no prédio do Exército, pertencente ao Inmet, localizada no Jardim Universitário).
As informações são da meteorologista Balbina Soriano, pesquisadora da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Segundo ela, na estação do Aeroporto de Corumbá, naquele horário, foram registrados 49 mm. No Pantanal da Nhecolândia, onde a Embrapa Pantanal mantém uma estação meteorológica, enquanto a chuva castigava Corumbá, apenas 3,6 mm de chuva caía naquela área.
O período chuvoso começou em outubro e vai até março. A média histórica de chuva de outubro até fevereiro é de 710 mm. Mas até dia 26, terça, havia chovido 840, 4 mm em Corumbá.
No Pantanal choveu de outubro até o dia 26 de fevereiro 863,7 mm. O esperado para o período era 751 mm, segundo Balbina.”Lá choveu 15% a mais que a média histórica”, afirmou.
Fonte: Embrapa Pantanal

Seminário discutirá implantação de Geoparques em MS

Acontece hoje, 25 de fevereiro de 2008, às 9 horas na Governadoria de Mato Grosso do Sul o “Seminário Serra da Bodoquena/MS Paisagem Cultural e Geoparque”. O encontro é continuidade dos trabalhos e resultados do seminário, com o mesmo tema, ocorrido em setembro de 2007, onde os participantes debateram as principais características a respeito de uma nova modalidade de preservação internacional que surge com os geoparques da UNESCO.A delimitação da área de um geoparque não implica na desapropriação de área. A delimitação é virtual e tem por objetivo reunir os Geotopos, que são pontos ou áreas de significativo interesse geológico e paleontológico, como uma gruta, uma ocorrência fossilífera, uma montanha de especial interesse ou um paredão rochoso. O Geoparque, portanto, vem a ser uma rede de Geotopos, integrada ou não através de roteiros geológicos e turísticos, através dos quais se entende a evolução geológica da região, à qual são agregados valores ecológicos, arqueológicos, históricos, culturais e de lazer.O programa de Geoparques foi instituído pela UNESCO em 2004 e já foram criados no mundo 52 geoparques em 17 países, a maioria na Europa e China. O Brasil possui um único geoparque, o do Cariri, no Ceará, que passou a integrar a rede mundial de Geoparques em 2006.Durante o encontro de hoje acontecerá diversas palestras com seguintes representantes: Governadoria; Fundação Estadual de Turismo/MS; Fundação Estadual de Cultura/MS; Secretaria de Meio Ambiente, das Cidades, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia, SEPROTUR e IMAP.Esta palestra será apresentada pelo Dr. Alexandre Feitosa, representante da Universidade Regional do Cariri e membro da SIGEP/UNB, CPRM/MME, que participou da criação do Geoparque do Cariri, e pelo Dr. Paulo César Boggiani, membro do Instituto de Geociências-USP, pesquisador e conhecedor da geologia da Serra da Bodoquena.Informações adicionais pelo telefone: (67) 3382-5921 com Maria Margareth Escobar Ribas Lima, superintendente regional da Décima Oitava SR, IPHAN, Campo Grande/MS.

Centro de pesquisa da Embrapa no Pantanal completa 33 anos

O CPAP (Centro de Pesquisa Agropecuária do Pantanal), chamado de Embrapa Pantanal, está completando 33 anos de existência neste domingo, dia 24 de fevereiro. Criada em Corumbá em 1975, a Unidade tinha a missão de oferecer suporte tecnológico para a pecuária extensiva praticada na região.A Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, é uma das unidades mais antigas da Embrapa, que em abril completa 35 anos de existência no país.O centro nasceu como Uepae (Unidade de Execução de pesquisa de Âmbito Estadual) e se transformou em centro de pesquisa em 1984, quando o andamento das pesquisas indicou que as peculiaridades socioeconômicas e a complexidade dos ecossistemas necessitavam de um amplo programa de pesquisa multidisciplinar. Esse programa deveria contemplar o conhecimento dos recursos naturais da região e seus aspectos socioeconômicos, além de suas interações, para que as tecnologias geradas (e/ou adaptadas) fossem adotadas pelos produtores, sem degradar o meio ambiente. O chefe-geral da Unidade, José Aníbal Comastri Filho, está iniciando seu segundo mandato à frente do centro. Ele lembra que no começo foi complicado definir tecnologias para a pecuária de corte, pois constatou-se a falta de conhecimentos básicos sobre o ecossistema. “Não adiantava conhecer o boi e desconhecer o ambiente onde ele estava sendo criado. Era preciso conhecer a dinâmica da região, principalmente os pulsos de inundação, que são o sangue de todo o sistema”, afirmou.A mudança de 1984 também significou um novo rumo nas pesquisas da Embrapa Pantanal na região. Essa alteração, buscando conhecer o funcionamento dos ecossistemas do Pantanal, foi implementada com a contratação de pesquisadores de diferentes áreas, principalmente flora, fauna, dinâmica e impactos ambientais. Hoje o CPAP tem 120 funcionários, dos quais 40 são pesquisadores.Segundo Comastri, neste 33º aniversário a Embrapa Pantanal tem muito a comemorar, pois várias tecnologias foram desenvolvidas e repassadas aos produtores da região. Além dos projetos de pesquisa em andamento – que contemplam a pecuária, os recursos pesqueiros, recursos hídricos, fauna e flora, apicultura, impactos ambientais, agricultura familiar, gestão de resíduos, entre outros , novos projetos vão começar a ser desenvolvidos.  “Todos eles são interdisciplinares e envolvem parceiras com outras instituições.”Em termos de estrutura, outro presente de aniversário será a ampliação do alojamento da fazenda Nhumirim, propriedade da Embrapa no Pantanal da Nhecolândia, onde são realizados a campo os experimentos. As obras começaram em dezembro e devem estar concluídas até julho.Laboratórios da Unidade foram reformados recentemente e um novo bloco, com salas e laboratórios, foi construído. Nele foram instalados o laboratório de apicultura, o setor de campos experimentais, o laboratório de manutenção de equipamentos e o laboratório de gestão de resíduos.EXPERIÊNCIASUma das pesquisadoras que chegaram a Corumbá em 1987, a veterinária Aiesca Pellegrin disse que o centro evoluiu muito nesses 21 anos. “Os estudos em pecuária eram voltados mais para o manejo e nutrição, representando o estágio em que se encontrava o sistema de produção regional”, conta. Ela integrava o grupo dos cinco veterinários que chegaram ao CPAP para estudar a sanidade animal. “Naquela época havia uma dicotomia muito grande entre meio ambiente e produção animal, fruto de um grande distanciamento entre as duas equipes”, lembra. Hoje, segundo a pesquisadora, as duas vertentes estão completamente integradas, refletindo uma interdisciplinaridade da equipe. “Nós sabemos que o conhecimento do meio ambiente é fundamental para manter e melhorar o sistema de produção de bovinos de corte e os pesquisadores da área ambiental enxergam a importância dos estudos de sanidade para a região”, disse Aiesca, que é do Rio Grande do Sul, mas já havia trabalhado em outra Unidade da Embrapa em Santa Catarina, a Suínos e Aves.A agrônoma Márcia Toffani é uma das pesquisadoras contratadas recentemente pelo CPAP. Ela está em Corumbá desde novembro de 2006 e vai iniciar neste ano uma pesquisa sobre o tratamento de efluentes sanitários de propriedades familiares em fossas sépticas biodigestoras e a aplicação desse produto como biofertilizante em área agrícola.”Estou muito satisfeita com o trabalho e com a minha mudança para a região Centro-Oeste do país”, disse Márcia, que veio da capital paulista. Segundo ela, com as atividades realizadas neste primeiro ano de Embrapa foi possível verificar a crescente demanda por ações voltadas ao manejo de agrossistemas voltados à conservação da Bacia do Alto Paraguai.A pesquisadora disse que o Pantanal é “extremamente diferente” de sua região de origem.  “É uma planície inserida em contexto de planalto com alternativas de uso ainda pouco discutidas. O Pantanal não é de simples compreensão. O contexto político também é peculiar”, afirmou.Funcionários do centro de pesquisa vão comemorar os 33 anos da Embrapa Pantanal em uma solenidade interna  e simples marcada para segunda-feira, dia 25.Fonte: Embrapa Pantanal