Chuvas no Pantanal já superam média histórica

As chuvas registradas na região do Pantanal entre outubro de 2007 (quando começa o período chuvoso) e 21 de fevereiro já superam a média histórica para a temporada.

Segundo informações da meteorologista Balbina Soriano, pesquisadora da Embrapa Pantanal, (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, na região do Pantanal da Nhecolândia já choveu 7% a mais do que a média histórica e em Corumbá, 3% a mais. Ela lembra que o período chuvoso começou em outubro e vai até março.

De acordo com Balbina, essas chuvas seriam melhores aproveitadas se ocorressem de maneira  uniforme. “Estão ocorrendo pancadas de chuvas concentradas em determinados momentos. Depois passamos alguns dias sem chuvas”, afirmou.

Essa distribuição não regular dificulta a infiltração da água no solo, provocando enxurradas e favorecendo processos de erosão, entre outros efeitos.

A meteorologista explicou também que é comum haver essa variação no total  de chuvas entre as diferentes regiões do Pantanal, que ocupa uma extensão de 138 mil km².

Como exemplo do alto volume pluviométrico, Balbina disse que em janeiro choveu na fazenda Nhumirim onde a Embrapa Pantanal mantém uma estação meteorológica 393,2 mm. “O esperado pela média histórica era 196 mm”, falou a pesquisadora.

 

Projeto do IASB sequestra gases do efeito estufa

No último dia 15 foram plantadas mais 140 mudas de espécies nativas pelo projeto Plante Bonito, criado pelo IASB (IASB – Instituto das Águas da Serra da Bodoquena). A área escolhida para o plantio localiza-se à beira do córrego Itamaraty no atrativo turístico Estância Mimosa, localizada há 24 km da cidade de Bonito.

O projeto tem como principais objetivos a recuperação de áreas degradadas no município de Bonito e a minimização dos efeitos de gases gerados pela produção humana na atmosfera.

Neste plantio entre as espécies escolhidas estavam figueira, figueira-mirim, ingá seputá, peroba rosa, pitomba, ximbuva, jatobá-mirim, além de outras típicas de mata ciliar.

O presidente do IASB, Eduardo Coelho vê a ação como um meio de mobilizar e conscientizar a sociedade a participar de trabalhos ambientais. “Além do benefício ambiental, as pessoas estão se unindo para mudar a realidade em que vivem”, disse. Nesta idéia está inserida também a participação de empresas privadas que contribuem na produção e aquisição das mudas. A proprietária do Hotel Pousada Águas de Bonito, Regina Corrêa, esteve presente no plantio. “Todos devem contribuir de alguma forma para que o meio ambiente consiga sobreviver à ação do homem. Eu encontrei neste projeto a maneira de cooperar com a manutenção do lugar onde vivemos”, disse Regina.

O Projeto GEF Rio Formoso também atua como parceiro no Plante Bonito. O Projeto contribui para a conservação da biodiversidade da Bacia hidrográfica do Rio Formoso, através do manejo sustentável do solo e da água. Por meio do GEF são criadas alternativas sustentáveis para o desenvolvimento das atividades econômicas do município (agropecuária e turismo) com a participação direta da comunidade sem degradar o meio ambiente e visando sempre a sua recuperação e conservação.

O coordenador local do Projeto GEF Rio Formoso Airton Garcez, vê a ação com uma excelente atitude para a regeneração principalmente de matas ciliares. “Tivemos um processo muito forte de degradação no passado e atos que visem a regeneração e o aumento da biodiversidade são sempre apoiados pelo GEF Rio Formoso”, disse o coordenador.

Cada muda plantada pelo Plante Bonito será monitorada por dois anos e aquelas que por acaso morrerem serão replantadas. Após este período os técnicos do Instituto farão o acompanhamento por mais três anos para verificar o crescimento das árvores e a regeneração das áreas.
Qualquer pessoa pode contribuir para o plantio. Basta visitar o site do IASB, www.iasb.org.br. Se preferir também pode entrar em contato pelo telefone (67) 3255-1920.

GEF Rio Formoso – O projeto financiado pelo Banco Mundial é coordenado pela Embrapa Solos e conta com a participação das unidades Gado de Corte

Também estão envolvidos a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Secretaria de Estado de Meio Ambiente das Cidades, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia (Semac), Conservação Internacional (CI Brasil) e Fundação Cândido Rondon (gestora financeira).

O Projeto possui ainda outros colaboradores e co- executores importantes como a Prefeitura Municipal de Bonito através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o IASB (Instituto das Águas da Serra da Bodoquena) e apoio técnico e institucional do IBAMA.

Divulgação:
Bruno Ribeiro Costa
DRT/MS – 306
Assessoria de Imprensa Projeto GEF Rio Formoso (
regional), Agropecuária Oeste (Dourados- MS) e Pantanal (Corumbá-MS).

Filhote de ave cai do ninho e é adotado em Jardim

 Após sobreviver a uma queda de 13 metros de altura de um pé de Bocaiúva (Acrocomia aculeata), onde se encontrava seu aconchegante ninho, “Ariet” a Curicaca (Theristicus caudatus) vem se recuperando muito bem do susto. Funcionários do Recanto Ecológico Rio da Prata ficaram sensibilizados ao ver o filhote dessa linda ave no chão pedindo socorro a seus pais, que estavam ausentes no momento à procura de alimento. Em primeiro instante, os funcionários tentaram colocá-la novamente no ninho, mas por se tratar de um pé de Bocaiúva, o qual é caracterizado por possuir grandes espinhos em todo o seu caule, o acesso ao ninho tornou-se uma tarefa impossível. Foi então que “Ariet”, assim chamado pelos funcionários e visitantes, foi adotado. Atualmente com 700g, “Ariet”, recebe tratamento vip, acompanhado de perto pelo biólogo Samuel Duleba, o qual é responsável pela tentativa de reintrodução do animal a natureza, utilizando-se de técnicas que simulam o comportamento natural da espécie.
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Nome vulgar: Curicaca
Nome científico: Theristicus caudatus
Características físicas: distinguível pela coloração clara, asas largas e bico longo e curvo. Apresenta o dorso cinzento-claro, com brilho esverdeado, rêmiges e retrizes pretas; parte das coberteiras superiores das asas é esbranquiçada, formando uma mancha clara no lado superior da asa, visível durante o vôo. O macho costuma ser um pouco maior que a fêmea, atingindo 69 cm de comprimento e cerca de 43 cm de envergadura.
Alimentação: caramujos, insetos, aranhas e outros invertebrados, anfíbios e pequenas cobras. Seu bico, longo e curvo, é adaptado para extrair larvas de besouros e outros insetos da terra fofa.
Biologia: é diurna e crepuscular. Anda em pequenos grupos, que à noite se empoleiram nas árvores.
Fontes: Guia Ilustrado de Animais do Cerrado de Minas Gerais. Segunda edição. CEMIG. Editare Editora.2003. Ornitologia Brasileira, Sick, H. Rio de Janeiro, 1997. 
Texto: Samuel Duleba

Delcídio anuncia R$ 4 milhões para recuperar Estrada Parque

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, anunciou nesta tarde de ontem (dia 6), durante audiência com o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), o empenho de R$ 4,3 milhões para a recuperação da Estrada Parque, que corta os municípios de Corumbá e Ladário.

Autor da emenda, Delcídio do Amaral destacou a importância dos investimentos para o setor de turismo e a preservação do meio ambiente na região pantaneira. “A recuperação da Estrada Parque é estratégica para a consolidação de Mato Grosso do Sul como um pólo de ecoturismo. A estrada é um dos mais privilegiados pontos de observação da natureza no Brasil. Nos últimos anos, nenhuma intervenção foi feita para orientar e garantir segurança e conforto aos turistas que passam pela região”, lembrou o senador.

Com os investimentos na Estrada Parque, que incluem a construção de um Centro de Atendimento ao Turista, a implantação de sinalização e a recuperação das pontes, os 100 quilômetros da rodovia vão proporcionar aos visitantes do Pantanal os melhores pontos de observação de centenas de espécies da vida silvestre.

Fonte: Mídiamax News

Fundação Ecotrópica recebe prêmio

Fonte:REPAMS 

A World Association of Non-Governmental Organizations (WANGO), depois de analizar as atividades conservacionistas das ONGs de todo o mundo, conferiu o Prêmio Ambiental 2007 à Ecotrópica – Fundação de Apoio à Vida nos Trópicos, em função do seu esforço investido nas atividades de conservação da biodiversidade “in situ”  na  área do Sitio do Patrimônio Natural Mundial  do Pantanal.

O Prêmio será entregue à Ecotrópica em cerimônia a ser realizada no dia 09 de novembro de 2007, no Delta Chelsea Hotel em Toronto, no Canadá, por ocasião do Congresso Mundial de ONGs. A Ecotropica é uma instituição ambientalista, sem fins lucrativos, que foi criada em Cuiabá há mais de 20 anos, e ao longo destes anos se dedica com a conservação dessa região.

A Wango tem mais de 70 mil membros em 140 paises. A REPAMS em nome de sua diretoria e corpo técnico parabeniza a instituição pelo recebimento do prêmio. Sentimo-nos orgulhosos pelo fato da instituição ser nossa parceira e trabalhar em prol da conservação de terras privadas em MS, possuindo duas RPPNs em nosso Estado: Acurizal – Corumbá/MS; Penha – Corumbá/MS.
 

Marcos Palmeira fará palestra sobre agricultura orgânica

Fonte: Campograndenews
O ator e produtor rural Marcos Palmeira realiza no próximo dia 21, em Campo Grande, a palestra “Vale das Palmeiras – um exemplo de projeto agroecológico”. A palestra integra a programação da Feira de Negócios Rurais de Mato Grosso do Sul, promovida pelo Sebrae/MS entre os dias 22 e 23, no Pavilhão Albano Franco.

Desde 1997, o ator é proprietário de uma fazenda em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro, onde toda a produção é orgânica, sem uso de agrotóxicos. Atualmente, a fazenda comercializa mais de 30 produtos para supermercados fluminenses. O engenheiro agrônomo Aly Ndiaye, sócio na Vale das Palmeiras, explica que o mercado para produtos orgânicos é bom. “O mercado tem crescido cerca de 20% ao ano, as pessoas buscam o consumo de produtos saudáveis”.

Em Mato Grosso do Sul, a produção de orgânicos já começa a ganhar espaço entre os empreendedores rurais, mas o reconhecimento das vantagens do produto sem aditivos químicos ainda é pequeno. “O objetivo principal da palestra é aumentar o consumo, produção já tem bastante, mas as pessoas ainda não reconhecem o valor do orgânico”, explica o consultor do Sebrae, Aroldo de Almeida Silva.

A palestra com Marcos Palmeiras será às 9h. As inscrições para a palestra são gratuitas, contudo, é preciso confirmar a presença com a Central de Atendimento pelo telefone 0800 703 5511.
 

Bonito promove Festival da Guavira no dia 23

O município de Bonito, a 249 quilômetros de Campo Grande, realiza entre os dias 24 e 25 de novembro a sexta edição do Festival da Guavira.

O evento deste ano traz como novidade um festival municipal de música para eleger os cinco melhores artistas, ou grupos musicais, além da Primeira Conferência Municipal de Cultura de Bonito.

O evento terá diversas atrações, como apresentações musicais, teatro, danças, literatura e culinária regional, com a participação de grupos indígenas, quilombola, escolas e projetos sociais.

Fonte: Mídiamax News

RPPN de MS recebe prêmio do Guia 4 Rodas 2008

Fonte: REPAMS

O Recanto Ecológico Rio da Prata, localizado em Jardim/MS, recebe prêmio nacional de turismo

Campo Grande – MS, 10 de outubro de 2007 – O Recanto Ecológico Rio da Prata, localizado em Jardim, Mato Grosso do Sul, recebeu na última segunda-feira, 08 de outubro de 2007, no Citibank Hall, em São Paulo o primeiro lugar como a “Melhor Atração do Guia Brasil 2008”. O concurso foi promovido pelo Guia Quatro Rodas, da Editora Abril, que durante dois meses realizou uma enquete pelo site Viajeaqui onde listou os melhores hotéis, restaurantes, atrações e curiosidades do ano.

O Rio da Prata está localizado no entorno do Pantanal e preserva um dos grandes mananciais de belezas cênicas no Brasil: o rio da Prata. Com objetivo de proteger este importante afluente foi criada em abril de 1999, a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Cabeceira do Prata onde são desenvolvidas as atividades de ecoturismo, pesquisa cientifica e conservação. As trilhas levam os turistas para o passeio da flutuação, o principal atrativo da RPPN. Durante as caminhadas pela trilha, são observados bandos de queixadas, macacos pregos e pássaros. A vegetação é típica do Cerrado, mesclando espécies de flora da Mata Atlântica (bromélias e orquídeas), ipês e aroeiras, entre outras.

A decisão de proteger os recursos naturais e paisagem parte da vontade do proprietário que por meio da dedicação, empenho e convicção trabalha na tentativa de ajudar a garantir a qualidade de vida desta e das futuras gerações. Eduardo Folley Coelho, proprietário da reserva, afirma: “Conservar os recursos naturais vale a pena. Todos nós estamos muito felizes com a premiação, pois demonstra que a sociedade reconhece o trabalho que realizamos em prol dos recursos naturais”.

A RPPN Cabeceira do Prata participa como sócia da Associação de Proprietários de RPPN do MS (REPAMS). No ano de 2005, por meio do Projeto Programa de Incentivo às RPPNs do Pantanal, uma parceira REPAMS e CI-Brasil, a reserva foi contemplada com recursos para realização do seu primeiro Plano de Manejo, estudo que consiste em levantamento de fauna, flora, uso turístico da área, entre outros com objetivo de auxiliar o proprietário nas tomadas de decisões sobre o uso dos recursos naturais da reserva.

O estudo foi concluído em dezembro de 2006. Para obter informações sobre o Plano de Manejo e também sobre o Recanto Ecológico Rio da Prata acesse o site http://www.bonitoweb.com.br. Informação sobre o concurso realizado pela revista Quatro rodas acesse http://viajeaqui.abril.com.br/premioguia4rodas/atracoes/leitor.shtml