Começou hoje o curso de taxidermia em Corumbá

A Polícia Militar Ambiental inicia hoje (28), em parceria com a Universidade Católica Dom Bosco-UCDB – Unidade de Corumbá, um curso de taxidermia (empalhar) de animais silvestres (mamíferos e répteis).

O curso tem o objetivo de preparar os policiais para aproveitamento de animais atropelados, ou que morrem no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres – CRAS, fazendo taxidermia e utilizando-os em oficinas de educação ambiental, em especial em escolas públicas e privadas, para discutir os problemas relacionados à fauna.

Para a UCDB a meta é preparar os acadêmicos dos cursos de Zootecnia local e profissionais da área, para produzir material para composição do acervo de museus e ainda poderem ter contato com animais da nossa fauna, manuseando-os e adquirindo, além dos conhecimentos de taxidermia, conhecimento de anatomia. O material deste curso será para constituir o espaço de Educação Ambiental da Polícia Militar Ambiental de Corumbá.

Além dos policiais e acadêmicos, participarão do curso diversas instituições como a Polícia Civil, Marinha do Brasil e alunos de outras Universidades, totalizando 45 participantes.

As aulas serão ministradas no quartel da Polícia Militar Ambiental de Corumbá até a próxima sexta feira, dia 02. Este é o primeiro curso de Taxidermia de Animais Silvestres realizado pela PMA e Universidade Católica Dom Bosco em Corumbá, porém, vários cursos já foram ministrados para Policiais Ambientais e acadêmicos, em parceria com a UCDB de Campo Grande e UEMS em Coxim. A expectativa é a confecção de cerca de 80 animais silvestres durante todo o curso. Serão montadas antas, capivaras, jacarés, jaguatiricas, gambás, veados, cuícas, tatus, cutias, tamanduás, lobinhos, onças, lobo-guarás, entre outros.

O curso será ministrado pelos Policiais Militares Ambientais (taxidermistas) Gláucio Mendes de Souza (Biólogo), Vilson da Silva Souza (estudante de Biologia) e Claudeir Mikoleite (Gestor Ambiental).

Taxidermia

A taxidermia é uma técnica aplicada somente em animais vertebrados e seus registros mais antigos remontam ao império egípcio, há cerca de 2.500 a.C. Popularmente o termo “empalhar” já foi usado como sinônimo de “taxidermizar”, entretanto, há muito tempo não se usam mais os rústicos manequins de palha e barro para substituir o corpo dos animais. Utilizada para fins de conservação de animais que podem ser utilizados na composição de coleções didáticas, científicas em museus de história natural, a Taxidermia permite que os alunos conheçam os animais da fauna brasileira, sua anatomia e fisiologia, ecto e endo-parasitas, entre outros. A técnica tem como principal objetivo o resgate de espécimes descartados, reconstituindo suas características físicas e, às vezes, simulando seu habitat, o mais fielmente possível.

Com informações Agora Bonito

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