Conheça João Vizcaíno

“Qualidade de vida, isso foi o que me trouxe à Bonito”, diz nosso entrevistado de hoje (09),  João Rosa Vizcaíno, que reside no destino há 14 anos e é proprietário do Restaurante Casa do João  – “sou um vendedor de comida, com dedicação total, graças a Deus”.

Formado em Direito, pela Universidade de Braz Cubas, em Mogi das Cruzes (SP), João recebeu um convite para conhecer as belezas da cidade. “Um grande amigo meu começou a falar de Bonito dois anos antes de eu vir, daí um dia liguei pra ele e disse – Quero conhecer Bonito! Meu amigo disse, vem para o Mato Grosso do Sul que eu mando alguém te levar pra Bonito. Chegando aqui, foi amor a primeira vista”, diz, e desde então nunca mais saiu.

Mas além da qualidade de vida outros fatores influenciaram na decisão de se mudar para o destino. “Queria que meu filho João, portador de síndrome de down  tivesse uma vida livre e independente. Queria morar numa cidade pequena , e aqui mudei a minha vida”.

João já tinha o conhecimento em comércio desde que residia em Mogi das Cruzes (SP), na qual possuía um restaurante, mas em Bonito decidiu mudar de ramo e administrou um posto de gasolina. Porém, devido aos percalços da vida, decidiu retornar para o ramo da culinária, “e que com a graças de Deus e de todas pessoas que me ajudam, a Casa do João deu certo, está dando certo há 4 anos”, diz.

O espaço da Casa do João é um espaço diferenciado, seja pela construção ou pela distribuição do verde no local. “Por estar grudado à minha casa, o espaço já é um diferencial, nosso atendimento é bastante elogiado, a parte de cozinha também, temos tido uma margem de acerto muito grande, e esse convívio que eu tenho com todos os clientes, de levar um papo, de perguntar como é que é, pra onde vai, da onde é, aí eu conheço alguma coisa, sempre tem alguma coisa em comum – isso faz da Casa do João um pacote diferenciado na realidade. Acredito que esse atendimento pessoal meu é muito importante”, diz.

Mas não é apenas a gastronomia que enche os olhos dos seus clientes. Próximo ao restaurante há um espaço, muito bem distribuído, para a comercialização de artesanatos como cerâmica de Marajoara, cosméticos diferenciados, lembrancinhas da Casa do João e um pouco de antiquário “Nada catalogado, mas existe algumas coisas que fazem as pessoas exclamarem: olha, no meu tempo tinha isso”, diz.

João também está utilizando o espaço para realizar exposições culturais, com vendas de quadros, lançamentos de livros, entre outras atividades.

Sobre o turismo
Aproveitamos nossa conversa para debater sobre o turismo nacional e também o turismo de Bonito.

“O turismo nacional está passando por uma mudança e quem viaja hoje é a classe C e D. Então acho que algumas adaptações terão que ser feitas como, por exemplo, facilidade de pagamento como estão fazendo as companhias de viagem. Eu acho que se não ficar esperto com isso alguém vai sofrer  porque o que se vê hoje o dólar ao preço que está, falta de turista (em âmbito nacional), e o turismo de Bonito vive como o turismo de praia, é sazonal, você ganha na alta temporada, quando tem alta, e a gente tem que por alguma coisa na baixa para manter o estabelecimento aberto”.

Sugestão para baixa temporada?
“Alguma coisa já está sendo feita, por exemplo, nós entramos com o turismo de eventos agora, que são os congressos, possuímos um belo Centro de Convenções, e que sempre acontecem na baixa temporada.

Porém numa virada mais técnica e necessária a união do trade. Tem que unir agência, hotelaria, atrativos, gastronomia para começar a pensar no turismo da classe C e D, que para eles é muitas vezes mais vantajoso visitar o exterior, porque sair do Brasil sempre foi um status… Poderíamos estar recebendo mais turistas estrangeiros, temos um aeroporto extremamente equipado, com uma pista maravilhosa, com ótimo suporte para aeronaves pequenas… Já ouvi de muitos pilotos que a nossa estrutura é muito melhor do que várias capitais no Brasil…”

Para finalizar nossa conversa, João enfatiza “Sou uma pessoa apaixonada por Bonito, acredito em Bonito, é um destino maravilhosamente forte, não saio daqui, vim para ficar e nem tenho porque, nem pra onde ir”.

Conheça um pouco mais sobre nosso entrevistado de hoje (02): 

Te chamam de: João

Nasceu em: 12 de dezembro de 1954, em Santos (SP)

Signo: Sagitário

Comeria todos os dias: Massa

Na sua cabeceira tem: Um relógio

Não sai de casa sem: Sem dinheiro no bolso

Adora ouvir: Blues e MPB

Gosta de assistir: Tênis, adoro . Não sei pegar numa raquete, mas paro na televisão para ver uma partida do esporte

O que te inspira: A vontade de viver

Não vive sem: Amor

Simplesmente inesquecível: Tem tantas que nem sei numerar… o nascimento do meu filho joão, minha vinda para Bonito que até hoje eu não acredito como aconteceu, mas era para acontecer….Minha vida é muito bonita, que até esqueci as coisas negativas que aconteceram nela e que não foram poucas

Lazer: Tomar cerveja, bater papo com os amigos, se puder assar uma carninha vou assar, se puder cozinhar vamos cozinhar

Melhor lugar que visitou: Bonito…é um destino maravilhoso

Qual lugar gostaria de visitar: Portugal

Qual foi uma experiência marcante que já vivenciou na natureza: Uma caminhada que fiz de Mogi das Cruzes à praia pelo meio da serra. Levou cerca de seis horas de caminhada…o visual do mar era algo inesquecível, isolamento total, sem barulho, saindo de uma montanha e visualizando a praia

O que faz por Bonito: Eu trabalho e amo

Bonito pra você é: Minha vida! Virei caipira (risos), antes qunado me chamavam para viajar já estava com a mala na mão mas hoje ai…que dificuldade pra sair de Bonito…Bonito valoriza muito as pessoas independente do que elas tem na mala…vocé o que você é e não o que você tem…

Saiba mais sobre o trabalho de João no site: www.casadojoao.com.br

Até a próxima semana!

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