Curso ensina teoria e prática sobre tanques-rede



A Embrapa Pantanal inicia nesta terça-feira, dia 17 de fevereiro o primeiro curso de Noções Básicas de Manejo em Piscicultura Enfocando o Cultivo de Peixes em Tanques-Rede no Pantanal, coordenado pelo pesquisador Flávio Lima Nascimento.

Segundo ele, será um curso teórico-prático sobre tanques-rede, um sistema que implanta “gaiolas” no rio (ambiente natural), mas prevê a alimentação com ração. No total, 15 pescadores foram selecionados para as aulas teóricas, que acontecem nesta semana, de terça a sexta-feira, das 8h às 10h e das 14h às 16h, no auditório da Embrapa Pantanal. Para completar a carga horária de 20 horas, o curso teórico termina no dia 27 de fevereiro, nos mesmos horários.

A parte prática será desenvolvida no chamado Bracinho do rio Paraguai, que nasce no Paraguai-Mirim e deságua em frente à Codrasa, em Corumbá. Segundo o pesquisador, o curso no campo terá duração de 600 horas (dez meses) e apenas oito pescadores serão selecionados para as aulas. Eles vão se revezar em quatro duplas a cada semana.   

Flávio explica que os tanques-redes são dispositivos confeccionados com uma tela de arame galvanizado e revestidos em PVC de alta aderência para garantir resistência na água. Neles ficam acondicionados os peixes.

O projeto coordenado pelo pesquisador é uma parceria da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com a Seap/PR (Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República), que vai ajudar com apoio ao curso, a construção de uma casa flutuante e ajuda de custo aos pescadores.

Flávio disse que o contato com as colônias de pescadores foi intermediado pelo Instituto Homem Pantaneiro, de Corumbá. Também são parceiras as pisciculturas Piraí, de Cachoeirão, e Mar e Terra, de Itaporã.

O objetivo do projeto é testar a densidade de estocagem mais produtiva. Serão utilizadas na pesquisa duas espécies: cachara e pintado. O projeto do pesquisador está vinculado ao Macroprograma Aquabrasil, projeto nacional liderado pela Embrapa Pantanal, que visa o melhoramento genético de algumas espécies de peixes e crustáceos.

Fonte: Embrapa Pantanal

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