Estância Mimosa apresenta documentos para receber animais do CRAS

No dia 10 de Julho de 2009 em visita oficial ao Centro de Reabilitação de animais silvestres (CRAS) a diretora de Sustentabilidade da Estância Mimosa Ecoturismo, Luiza Coelho, acompanhada da estagiária Mackenzie, entregaram os documentos para o cadastro da Estância Mimosa para receber a soltura de animais silvestres do CRAS.

O Recanto Ecológico Rio da Prata, em Jardim (MS), desde 1996 já está cadastrado para receber os animais. Treze jabutis e dezoito papagaios-galegos reabilitados foram soltos pelo CRAS em fevereiro de 2009.

O biológo do CRAS, Vinícius Andrade Lopes, informou que o Rio da Prata foi escolhido para habitat dos animais por ser uma grande área de mata, onde há ocorrência das espécies, e livre de problemas como caça e pesca, por ser uma Unidade de Conservação (o Rio da Prata possui uma RPPN – Reserva Particular do Patrimônio Natural, pela qual tem a obrigação eterna de preservação e de não-intervenção). 

CRAS  MS

O Centro de Reabilitação de Animais Silvestres foi um dos primeiros Centros de Triagem de Animais Silvestres criado no Brasil, e hoje, reconhecido internacionalmente, serve como modelo e referência para outros países e estados brasileiros que possuem ações de conservação da fauna.

Foi criado em julho de 1988 para receber, triar, reabilitar e dar um destino adequado aos animais silvestres apreendidos em fiscalizações ou doados pela população. O CRAS/MS já recepcionou mais de 270 espécies, entre aves, répteis e mamíferos, totalizando cerca de 21 mil animais.

A maioria foi devolvida à natureza ou encaminhada para projetos de conservação, após um período de cuidados especiais com a equipe do centro, composta por biólogos, veterinários, zootecnistas e tratadores. Eles cuidam dos animais que chegam debilitados, vítimas de maus-tratos, alimentação inadequada, ferimentos ou mutilações.

Os técnicos ainda identificam os diferentes espécimes apreendidos e as áreas de ocorrência natural, bem como realizam avaliações clínicas do estado de cada um, com o objetivo de realizar a soltura de forma adequada na natureza, quando for o caso. A soltura feita aleatória e indiscriminadamente, sem triagem ou reabilitação, não garante a sobrevivência e o bem estar dos animais e também pode resultar na introdução de doenças e de espécies exóticas na região.

Maiores informações: Centro de Reabilitação de Animais Silvestres – CRAS pelo telefone: 67 3326 6003 ou Unidade de Educação Ambiental 67 3318 6025.

Por Carla Layane

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