Florestas plantadas: boa opção para produtor rural e para o solo

Enquanto as árvores crescem, o produtor rural continua com sua atividade principal. Após seis ou sete anos, quando inicia a colheita das florestas, a alta rentabilidade compensa a espera

Consorciar o plantio de florestas com criação de gado. Esse é o fundamento do sistema silvipastoril que está começando a ser adotado por pecuaristas de Mato Grosso do Sul.

Enquanto as árvores crescem, o produtor rural continua com sua atividade principal. Após seis ou sete anos, quando inicia a colheita das florestas, a alta rentabilidade compensa a espera.

“É uma poupança verde que começa a dar frutos após seis ou sete anos. Depois disso, o produtor rural pode fazer colheitas anuais”, comenta Vanderlei Porfírio, pesquisador da Embrapa Florestas.

Porfírio explica também que as árvores oferecem sombra, conforto térmico e proteção aos animais. “O gado converte melhor os nutrientes”, conclui.

O pecuarista Bernardo Bunning está satisfeito com os primeiros resultados de sua floresta de eucalipto. A espécie, com rápido crescimento, se adaptou perfeitamente ao solo e clima sul-mato-grossense. “Plantei o eucalipto em uma área com pastagens degradadas e, daqui a 5 anos, já terei uma renda que resolve muita coisa dentro da fazenda”, ressalta Bunning.

No entanto, ao decidir plantar floresta, o pecuarista precisa tomar alguns cuidados como obter orientação técnica e planejar o seu plantio. “O produtor precisa de acompanhamento de especialistas, afinal, são duas atividades distintas”, alerta o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Valdemir Laura.

Um bom manejo da floresta pode gerar mais lucros. A colheita, por exemplo, pode ser dividida em vários anos. “A árvore mais velha terá maior diâmetro e melhor valor de mercado”, comenta Laura.

A Reflore/MS (Associação Sul-mato-grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas), em parceria com o Sebrae, têm promovido dias de campo e visitas técnicas sobre o sistema silvipastoril.

Os eventos, além de apresentar as vantagens da diversificação e da rentabilidade, mostram a prática de quem já está tendo sucesso com a atividade.

Para o presidente da Reflore/MS, Luiz Calvo Ramires Jr, o plantio de florestas é uma excelente oportunidade para os produtores rurais e para o estado.”Temos mais de 9 milhões de hectares de pastagens degradadas. É uma área que pode ser aproveitada com ótimo aproveitamento para o plantio de eucalipto”, comenta Ramires.

Recuperação do solo

Além do aumentar e diversificar a renda do produtor rural, o plantio de florestal contribui com a recuperação do solo em áreas degradadas.  De acordo com engenheiro agrônomo Ernani Dienstmann, em todas as áreas degradadas que foram ocupadas por florestas plantadas, tanto de pinus quanto de eucalipto, atualmente o solo é mais fértil.  Gaúcho, o engenheiro cita como exemplo a região de serra do Rio Grande do Sul, onde atua há 37 anos.

“Ás águas se mantiveram no mesmo nível e as espécies nativas se desenvolveram muito bem ao lado das espécies plantadas”, ressaltou elogiando as práticas florestais que estão sendo implantadas em solos sul-mato-grossenses.

O Mato Grosso do Sul possui aproximadamente 220 mil hectares de florestas plantadas, entre pinus e eucalipto. Uma área que está aumentando a um ritmo de 50 mil hectares por ano e gerando milhares de empregos.

Fonte: Painel Florestal
 

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