Guavira cobre áreas no interior do MS

A safra de guavira promete ser generosa este ano nos campos de cerrado da região de Itahun, em Dourados (MS), onde ainda restam bastante exemplares desta planta nativa, antigamente muito comum em todo o Estado.

Nas áreas de criação de gado, onde apenas a braquiária foi plantada sem derrubada, a guavira mostra neste período todo o seu vigor com os arbustos cobertos de flores brancas, que se destacam na paisagem verde.

A produção ocorre com mais força em novembro e dezembro, qaundo os produtores rurais aproveitam para degustar a fruta.

O diferencial da guavira é o seu sabor. Quando colhida no ponto ideal de maturação, é doce e com gosto característico, diferente de qualquer outra fruta. Por isso seu aproveitamento é diversificado: além de consumida in natura, pode ser ingrediente de licor, de mistura na cachaça, doce ou geléia.

Além da culinária, a guavira (fruta, folha e broto) tem propriedade medicinais, sendo adstringente e antidiarréica, caso da goiaba também que é da mesma família botânica e tem a s mesmas indicações em tratamentos caseiros.

De acordo com o biólogo e fotógrafo da natureza, Daniel De Granville num artigo sobre a fruta, “é importante ressaltar que a utilização da guavira nos moldes tradicionais não pode ser considerada uma atividade sustentável. Afinal os frutos são colhidos pelas pessoas em grandes quantidades e não há preocupação em replantar as sementes, além do grande volume consumido pelo gado”.

E “dentro deste conceito, a realização de eventos como o Festival da Guavira, que acontece todo ano em Bonito (MS), pode vir a ser um importante passo na recuperação dos guavirais, além do evidente resgate cultural”.

Fonte: Correio do Estado

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