Memórias do Pantanal Rupestre é novo projeto do Muphan

Em mais uma ação educativa de relevância com o propósito de despertar na comunidade onde está inserido o interesse pelo seu passado, o Muhpan (Museu de História do Pantanal) criou o projeto Memórias do Pantanal Rupestre, onde foca o rico patrimônio arqueológico da região ainda pouco conhecido localmente. O projeto tem o apoio da Petrobras e está dividido em três fases.

O Pantanal tem uma das maiores concentrações de sítios arqueológicos da América Latina, representando manifestações culturais de povos indígenas que habitaram a região entre 5,5 mil a 600 anos. Pesquisas já identificaram pelo menos 200 aterros situados nos capões de mata da planície, mas estima-se que sejam em torno de mil. Também foram catalogados dezenas de registros de inscrições rupestres.

O Memórias do Pantanal Rupestre busca chamar a atenção para esse patrimônio ameaçado por depredações, por meio de trabalhos lúdicos, divulgação e visitação a sítios urbanos, envolvendo a população de Corumbá, onde está instalado o Muhpan, e de Ladário, cidade vizinha. As oficinas, uma das atividades, terão 1.400 participantes, e estima-se oito mil visitas ao museu, em sua maioria estudantes.

“É de suma importância não somente revelar este importante legado, como também protegê-lo, mediante a conscientização do público”, explica Maria Verônica Nogueira, presidente da Fundação Barbosa Rodrigues, entidade mantenedora do Muhpan. Os recursos expositivos previstos no projeto, segundo ela, visam estabelecer uma aproximação direta da população local com a arte rupestre.

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