Onça pintada foge pela segunda vez

Equipes do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres e da Polícia Militar Ambiental (PMA) já trabalham na busca da onça-pintada que fugiu nesta madrugada (30) pela segunda vez das dependências do Cras. De acordo com o coordenador do Centro de Reabilitação, Élson Borges, o animal teria utilizado as garras e os dentes para romper a tela de aço galvanizado utilizado como proteção do ambiente de 112 metros quadrados onde ela era mantida, conforme o que foi informado pela perícia da PMA.

O felino de dez meses de idade fugiu pela primeira vez do Cras no mês de outubro e foi recapturado na última terça-feira (28). Segundo Élson Borges, nos dois dias em que foi mantida no Cras a onça apresentava sinais de stress e na tentativa de fuga observou-se ainda que o animal tentou romper a parte superior da jaula.

“O que a gente percebe ali é que ela [a tela de aço] realmente cedeu à força da onça. Nós estamos agora avaliando se há uma falha de estrutura, uma falha de mão-de-obra porque se percebe que ela dobrou à força o alambrado ela não rasgo, não rompeu, não arrebentou nenhum fio, então a gente está fazendo avaliação do que houve para que possamos ter um laudo técnico considerável”, afirma o coordenador do Cras. A abertura feita pelo animal tem cerca de 12 milímetros.

A estrutura construída para abrigar o felino obedece às regras do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) e não tem histórico de problemas como o da onça que rompeu a proteção, por isso a perícia trabalha com a hipótese de falha na mão-de-obra. “É um alambrado de aço galvanizado utilizado em todos os zoológicos e alguns criadores, então a força e resistência do material é considerável. O que faz a gente continuar na tentativa de descobrir uma falha na mão-de-obra”, reforça Élson.

Buscas

Mais de 20 pessoas, entre técnicos do Cras e policiais ambientais estão envolvidos nas buscas. As visitas ao Parque do Prosa estão suspensas para preservar os vestígios do animal. “As buscas serão intensas na mata, as equipes do Cras e da PMA estão seguindo as pistas deixadas. Nós temos certeza que ela está dentro do parque”, diz o coordenador. O parque tem cerca de 130 hectares e as equipes acreditam que o animal esteja bem no centro da área.

Três armadilhas já foram montadas para a recaptura da onça-pintada. Outras três serão montadas em regiões diferentes do parque. Duas das armadilhas foram montadas no local onde o animal foi pego há dois dias. Desta vez as equipes não utilizarão cães nas buscas porque a primeira experiência mostrou que eles dispersam os outros animais pequenos que também habitam o parque.

Reabilitação

Os felinos são os únicos animais tratados no Cras e que não são devolvidos ao ambiente de origem. Segundo o coordenador do centro, Élson Borges, estes animais aprendem a caçar com as mães e como estão separados delas desde muito pequenos não aprenderam a caçar e estão acostumadas com o convívio humano, o que representa o maior risco para elas.

“Que ela tenha sobrevivido às fuga é um bom sinal de sobrevivência, mas ela perdeu o medo do humano e isso oferece um grande risco de ser alvejada em alguma circunstância”, diz.

Mesmo com a fuga do animal, Élson tranqüiliza a população e afirma que a onça não oferece riscos: “Nós não acreditamos que ela ofereça riscos a nível de ataque, embora ela tenha dez meses as imagens que todos viram dela mostram que ela estava acuada, com medo. A reação que ela deve ter se ver uma pessoa é correr, o que é normal”, afirma.

Informações MS Notícias e Correio do Estado

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