Onças e tuiuiús – Alunos realizam visita à Embrapa Pantanal

Quatro grupos de estudantes de escolas estaduais procuraram a Embrapa Pantanal na semana passada em busca de entrevistas e informações para a elaboração de documentários. Eles estão participando da 5ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente, promovida pela Fiocruz, que tem inscrições abertas até dia 31.

Dos quatro grupos, três eram da escola Nathércia Pompeo dos Santos, que fica no bairro Nova Corumbá; o outro era da escola Maria Helena Albaneze, no bairro Popular Nova. Eles foram atendidos por pesquisadores e por um ex-bolsista da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Alunas da escola Maria Helena Albaneze decidiram fazer um documentário sobre a ocorrência de onças na área urbana de Corumbá. Para isso, procuraram o pesquisador Walfrido Tomás, que contribuiu com entrevista, informações e sugestões para o roteiro do vídeo, além de orientar nos programas de edição.

Na quinta-feira, do começo da manhã até 22h30, as estudantes trabalharam na coleta e edição do material, que incluiu imagens e entrevistas com moradores de áreas onde onças pardas e pintadas já apareceram, e com a bióloga Marina Daibert, da Sema (Secretaria Municipal do Meio Ambiente). Segundo Marina, este vídeo de 10 minutos, criado pela comunidade, poderá ser utilizado em ações de educação ambiental.

Alunos da escola Nathércia entrevistaram a pesquisadora Sandra Mara Crispim sobre queimadas no Pantanal. “Falei sobre como fazer a queima controlada e por que ela é indicada como prevenção aos incêndios no Pantanal”, disse a pesquisadora.

Outro grupo entrevistou o ex-bolsista Alessandro Pacheco Nunes sobre os tuiuiús. Uma das dúvidas dos estudantes era se essa ave se encontra em extinção. Alessandro, que fez pesquisas no Laboratório de Vida Selvagem da Embrapa Pantanal, explicou que no Pantanal a população é abundante. Mas em regiões como São Paulo, existe ameaça de extinção sim.

“Eles também quiseram saber sobre postura de ovos, tamanho dos ninhos e da ave”, disse Alessandro. Segundo ele, o tuiuiú não é a maior ave do Pantanal, mas sim a ema. “O tuiuiú chega a ter 1m40 de altura e mais de 2m de envergadura (distância entre a ponta de uma asa à outra).

Sobre decoada, os alunos conversaram com a pesquisadora Márcia Divina de Oliveira. Eles quiseram saber o que é a decoada, quais as características da água e sobre a qualidade da água onde ela ocorre.

Márcia disse que se trata de um fenômeno natural. “Apesar da semelhança com a poluição, não se trata de poluição. Depois da decoada, a água volta ao normal”, explicou. O fenômeno provoca a mortandade de peixes, devido a alterações na água. 

Essa aproximação dos estudantes com pesquisadores da Embrapa é favorável para as duas instituições. Enquanto a escola estimula atividades de aprendizado extraclasse em seus alunos, a instituição de pesquisa tem a oportunidade de repassar conhecimentos à sociedade.

Com informações Embrapa Pantanal

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