ONG incentiva recuperação de matas ciliares em Bonito

Pesquisas do IBGE apontam que no estado do Mato Grosso do Sul em torno de 88,4% dos municípios registraram ocorrências que causaram impactos ao meio ambiente nos últimos 24 meses. O assoreamento de cursos de água é o que mais atinge os municípios, sendo registrado em 59 municípios dos 78 que compõem o estado. 

A situação de diversos rios é preocupante e além de estar afetando a conservação dos ambientes naturais, está diminuindo o fornecimento de água nas maiores cidades do estado, influenciando negativamente na saúde da população. Além disso, municípios cuja atividade econômica é baseada no ecoturismo vêm sofrendo os impactos na economia devido a problemas relacionados com o acúmulo de sedimentos nos rios, a redução da quantidade de peixes e a contaminação da água.

A recuperação dos recursos hídricos é uma ação extremamente importante para garantia da qualidade de vida de toda a população, no entanto é bastante onerosa.

Em Bonito, a organização não-governamental Instituto das Águas da Serra da Bodoquena realizou uma pesquisa para reduzir os custos financeiros da recuperação e assim, estimular os proprietários rurais locais a proteger os cursos d`água. Conhecida como Projeto Matas Ciliares, a pesquisa buscou verificar se alternativas de recuperação utilizadas em outras regiões do país são aplicáveis em Bonito, proporcionando maiores opções em relação à recuperação, para que o produtor rural possa escolher qual a mais adequada à sua propriedade e à sua realidade financeira.

As alternativas pesquisadas foram a regeneração natural, semeadura direta, semeadura a lanço, poleiros artificiais e o plantio de mudas, comparando os custos de implantação e a viabilidade de cada uma para recuperação das áreas. A Semeadura Direta (plantio de sementes nativas direto no solo) foi a alternativa mais promissora de todas, com destaque para a rapidez do desenvolvimento das plantas e os custos de implantação, sem desmerecimento das demais.

As informações sobre cada uma das alternativas, juntamente com informações sobre a legislação ambiental foram disponibilizadas em uma cartilha chamada “Projeto Matas Ciliares: cuidando das águas e matas do rio Mimoso”.

O material tem o objetivo de estimular os produtores rurais a iniciar a recuperação em sua propriedade, utilizando as informações e metodologias descritas na cartilha ou até mesmo, a fazer suas próprias experiências de recuperação florestal e divulgá-las. A ONG acredita que através do repasse de informações e da mobilização dos produtores rurais será possível contribuir efetivamente para a conservação das matas ciliares, ajudando a proteger a água e a sociobiodiversidade dos rios.

A cartilha será lançada no dia 19 de fevereiro em Bonito. Após o lançamento a cartilha será disponibilizada no site da instituição. Para maiores informações visite o site do IASB: www.iasb.org.br.

O Projeto Matas Ciliares foi desenvolvido com o patrocínio da Petrobras, através do Programa Petrobras Ambiental.

Fonte: IASB

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