Para secretária, turismo de MS ainda engatinha

A secretária de Produção e Turismo de Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina Correa da Costa, disse esta manhã durante entrevista ao programa Tribuna Livre, da FM Capital, que o turismo do Estado “está apenas começando”. Ela referia-se à falta de infra-estrutura de estradas, hospitais e outros suportes ao turista.  
Tereza afirma que o Estado tem a seu favor as belezas naturais e que o turismo ecológico já atingiu um bom nível. Ela destacou que dentro de 20 dias deve assinar contrato do Prodetur que vai destinar US$ 38 milhões. Os recursos serão destinados à estrada de Bodoquena a Bonito e para obras de saneamento básico de Bodoquena e Jardim.

A secretária diz que o governo também está afinando a conversa com companhias aéreas e que a intenção é criar uma linha aérea de Foz do Iguaçu ao aeroporto de Bonito. Quanto ao Trem do Pantanal, Tereza Cristina reforçou que a ALL (América Latina Logística) tem compromisso de entregar a malha ferroviária em condições para transporte de passageiros até outubro e que então outra empresa assumirá o serviço turístico. 

Fonte: Campo Grande News

Bonito: De cara com a natureza

Revista Próxima Viagem 
Águas translúcidas, vida preservada e sossego

Bonito não é só para os radicais, pelo contrário: a flutuação dos seus rios é a aventura mais relaxante que você pode ter.

Mais do que Bonito, o nome dessa cidade às portas do Pantanal Sul-mato-grossense, a pouco mais de 300 quilômetros de Campo Grande, já foi Paz de Bonito. Faz sentido. Estrela do ecoturismo brasileiro, com estrutura e planejamento exemplares, Bonito tem tranqüilidade e beleza de sobra. Poucas sensações se comparam à leveza de flutuar nos rios de água cristalina de Bonito, com visibilidade que parece infinita, junto com cardumes coloridos. É essa, justamente, a atividade mais famosa da cidade. Quem nunca esteve em Bonito imagina: mas flutuar não é algo que pode ser feito em outras águas doces também? Até pode, mas a constituição dos rios da região é o que faz a diferença. Com muito calcário, as águas são naturalmente limpas, o que permite uma visibilidade subaquática de até 30 metros. As correntezas mais fracas fazem com que você, usando máscara, snorkel, roupa de neoprene, colete e papete, veja o fundo dos rios passivamente, praticamente imóvel. Um espectador privilegiado da natureza. Dourados, pintados, piraputangas, curimbatás, piaus, matogrossinhos, caranguejos e outros bichos e plantas de rio ficam a seu alcance.

Depois de um dia de flutuação, sentindo-se leve, esbalde- se com a culinária local. Peixes, jacarés e javonteses (mistura de javali com porco montês) são servidos em aperitivos e em pratos mais substanciosos. Eles podem ser acompanhados da cachaça local, a Taboa – que é um clássico de Bonito e tem até um bar ligado a ela. Para os que curtem a noite, a pedida, em plena madrugada, é provar um dos sabores da terra servido no Palácio dos Sorvetes. Só fecha depois das 4 da manhã na temporada.

Se você não ficou tomando sorvete até altas horas, acorde bem cedo para mais um dia de aventuras – devidamente agendadas, pois só assim se passeia em Bonito. Há diferentes modalidades de mergulho em Bonito, inclusive o discover dive, um batismo de mergulho que pode ser feito até por crianças. Ainda na água, mas acima da superfície, Bonito tem também uma série de cachoeiras – no caminho para a Boca do Onça, queda com 136 metros, há nada menos que 11 delas! -, piscinas naturais, praias de rio e aventuras boas para se fazer em grupo, como a descida de bote pelo Rio Formoso.

Além da vida nos rios, há verde suficiente nas matas para fazer arvorismo ou caminhadas, nas quais se vêem muitos pássaros, macacos e árvores centenárias como grandes ipês. Apesar de estar rodeada pela pecuária, a cidade de Bonito e suas vizinhas próximas ficam numa das últimas áreas de mata nativa preservada da região, a Serra da Bodoquena. Daí a profusão de beleza, na água e fora dela.

Um programa “a seco”, porém, frustra muitas expectativas. A Gruta do Lago Azul, a atração mais fotografada da cidade, é acessível depois de uma suada caminhada, com direito a uma escada íngreme. Mas que só pode ser vista de certa distância. Obviamente, o espetáculo provocado pela reflexo dos raios de sol nas águas, um caleidoscópio de muitas tonalidades de azul, é de cair o queixo. Tanto que dá vontade de mergulhar e se fundir nessas águas, depois de tanto esforço. Não pode. Bonito é assim: o turismo é controlado nos detalhes, do número de visitantes aos minutos em cada atração. Só assim sua natureza tem permanecido em paz.

OS 10 MAIS DE BONITO

Difícil escolher entre os quarenta passeios oferecidos em Bonito? Veja nossas sugestões:

1 Flutuação no Rio Sucuri
2 Flutuação no Aquário Natural
3 Visita ao Lago Azul
4 Flutuação no Rio da Prata
5 Mergulho no Rio Formoso
6 Rapel e mergulho no Abismo Anhumas
7 Visita à Caverna de São Miguel (foto)
8 Passeio até a Boca da Onça
9 Caminhada do Rio do Peixe
10 Descida de bote pelo Rio Formoso

Pesquisas da Embrapa Pantanal agora contemplam saneamento

O Dia Mundial da Água, comemorado neste sábado, dia 22 de março, tem como tema escolhido pela ONU (Organização das Nações Unidas) o saneamento. A Embrapa Pantanal vai iniciar no próximo mês uma pesquisa que envolve justamente esta temática: o uso de fossas sépticas biodigestoras nos assentamentos de Corumbá.

A responsável pelo projeto de pesquisa é a agrônoma Márcia Toffani, da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A pesquisa será desenvolvida com apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

Segundo Márcia, o Brasil está investindo na infra-estrutura básica, financiando estações de coleta e tratamento de esgoto em diversos municípios com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Em Corumbá essas obras também estão em fase inicial. “É uma meta do governo federal e uma preocupação da ONU”, disse.

Ela explica que o tratamento gera resíduos sólidos, conhecidos como lodo de esgoto. Na área urbana, esse material pode ser reaproveitado como fertilizante de plantas, em vez de ser simplesmente disposto no solo ou despejado em rios ou aterros.

“Para as comunidades rurais, entre as tecnologias para tratamento de dejetos humanos, existe a fosse séptica biodigestora. Vamos testá-la em substituição às fossas comuns, que apresentam riscos de contaminação de lençóis freáticos”, afirmou.

A fossa séptica biodigestora, desenvolvida pela Embrapa, trata somente os resíduos de vasos sanitários. O tratamento transforma o resíduo bruto em biofertilizante para uso no solo. “É rico em material orgânico e nutrientes.”

Além da questão ambiental, a tecnologia favorece o produtor rural, que poderá economizar na compra de insumos.

A pesquisa é inovadora na Embrapa Pantanal, que tem trabalhado com a qualidade de alimentos, saúde e princípios de agroecologia, que enfatiza a reciclagem de nutrientes no sistema. 

 

 

 

ÁGUA

Outras pesquisas sobre a água são desenvolvidas pela Embrapa Pantanal desde a década de 1980. “Temos uma base de dados consolidada com informações coletadas ao longo de 20 anos.  Muitas dessas informações já estão à disposição dos interessados”, disse a pesquisadora Márcia Divina de Oliveira, da área de limnologia da Embrapa Pantanal. Limnologia é a parte da biologia que trata das águas doces e de seus organismos, principalmente do ponto de vista ecológico.

Todo esse conhecimento tem permitido que a Embrapa Pantanal contribua com informações nos diferentes segmentos da sociedade em questões relacionadas a recursos hídricos.

Segundo Márcia Divina, as informações incluem a caracterização limnológica, incluindo qualidade de água levantamentos sobre contaminantes, estudos sobre comunidades aquáticas, gestão de bacias hidrográficas, entre outras.

Um dos projetos de pesquisa em andamento é o PELD (Pesquisas Ecológicas de Longa Duração), que entra em seu oitavo ano. “Ele deve durar dez anos e faz um monitoramento amplo de toda a bacia. Pelo menos cinco pesquisadores da Embrapa Pantanal estão envolvidos com o PELD”, disse Márcia.

Segundo ela, estudos mais detalhados têm sido feitos em importantes sub-bacias, como a do Taquari e do Miranda, tributários do rio Paraguai, sempre com uma visão integrada entre as atividades presentes na bacia e sua influência na qualidade e quantidade de água.

“Além disso, temos estudado o entendimento de processos ecológicos voltados à área de inundação, como a importância do pulso de inundação, a ocorrência de fenômenos naturais como a decoada, e introdução de espécies exóticas. Procuramos sempre responder a questões apresentadas pela comunidade.”

De tudo o que foi pesquisado até o momento, Márcia Divina sintetiza: “a qualidade da água hoje em Corumbá é boa. Mas são extremamente preocupantes os sedimentos e contaminantes (fertilizantes e pesticidas, além de efluentes urbanos) que entram no Pantanal através dos tributários do rio Paraguai. Há presença de contaminação no início da área de inundação.”

Para Márcia Divina, o sistema tem capacidade de reter parte desses contaminantes por meio das plantas aquáticas, embora se mantenham no sistema e possam acumular e/ou causar danos aos organismos aquáticos. “A longo prazo não sabemos mensurar quais serão os reais impactos”, conclui. 

 

 

 

Ana Maio

Jornalista – Mtb 21.928

Área de Comunicação e Negócios-ACN

Embrapa Pantanal

Corumbá (MS)

Acontece em Bonito (MS) o I Festival Gastronômico

O principal destino ecológico do Brasil, localizado na Serra da Bodoquena, em Bonito, Mato Grosso do Sul, que atrai turistas do mundo todo, promove nos meses de março e abril, o I Festival Gastronômico do município. A cidade das mais lindas belezas naturais também quer ser conhecida por oferecer o melhor da culinária típica sul-mato-grossense.

Também chamada de “santuário ecológico”, Bonito abriga a maior extensão de florestas do Estado e possui o maior aquário natural de água doce do País. O sucesso do turismo na região é resultante da preservação da natureza, que conta com impressionante diversidade de animais e vegetais, além de inúmeras opções de esporte e lazer. Agora, quer conquistar seus visitantes e admiradores pelo prazer de saborear, através de um festival gastronômico de delícias, que acontece entre os dias 17 de março e 17 de abril.

O evento é realizado pela Regional de Bonito da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), com apoio do Sebrae em Mato Grosso Sul e da Prefeitura Municipal de Bonito. A novidade tem como objetivo incrementar a economia do setor de bares e restaurantes, por meio da oferta de novos pratos típicos nos cardápios, além de aquecer o turismo local pela divulgação e promoção da gastronomia regional. “É também uma forma de fazer com que as pessoas acreditem no potencial da gastronomia”, afirma a presidente da Abrasel Bonito (MS), Andréa Fontoura, também proprietária do Taboa Bar.

São oito empresas participantes: Pantanal Carnes Exóticas, Confeitaria e Padaria Colônia, Castellabate Restaurante, Cantinho do Peixe, Taboa Bar, Casa do João, Vício da Gula Café e Aquário Restaurante; contando com 64 funcionários e famílias que sobrevivem desta renda. “O único sanduíche de peixe na cidade é o do nosso estabelecimento, o festival é bom pelo fato das pessoas poderem conhecer algo diferente, o que também auxilia no faturamento da empresa”, conta a proprietária do Vício da Gula, Neila Garcez.

A região de Bonito, que possui 17 mil habitantes e recebe em média 50 mil turistas por ano, é estratégica para promover o turismo no Estado. Com o festival gastronômico, os restaurantes terão movimento mesmo em épocas de baixa temporada. Vanessa Leite, coordenadora de turismo do Sebrae/MS, em Bonito (MS), conta que a expectativa é que três mil clientes sejam atendidos neste período. “A gastronomia, sem dúvida, fortalece o turismo, pois faz parte desta cadeia produtiva, sendo os atrativos e os sabores regionais as principais lembranças do turista sobre o destino visitado”, afirma.

Passaporte gastronômico

Para incentivar o consumo, a organização do Festival criou o passaporte gastronômico. Com ele, a cada cinco pratos consumidos em diferentes restaurantes participantes o cliente ganha brindes, que poderão ser retirados nos próprios empreendimentos.

Sabores

Os sabores típicos da região de Bonito são representados em pratos à base de peixes regionais, da culinária pantaneira, do jacaré, da queixada, capivara, além de caldos, porções e lanches especiais. O Trio Pantaneiro, a comida caseira, a Piraputanga Assada à Lenha, o Caramanchão de Pintado, o Jacaré na Cana, a Traíra sem Espinha, o Tentação Fish e o Pintado a Urucum são algumas das opções que podem ser encontradas no Festival.
 
 
Fonte: SEBRAE Mato Grosso do Sul

Fluxo de turistas no Estado aumentou 4,5% no ano passado

Mato Grosso do Sul recebeu mais turistas em 2007 do que em 2006. Dados da Fundação de Turismo (Fundtur) mostram que foram recebidos no Estado 868.394 hóspedes, de acordo com o Boletim de Ocupação Hoteleira (BOH). Isso representa um aumento de 4,58% em relação ao ano anterior.

Segundo a diretora-presidente da Fundtur, Nilde Brun, o maior crescimento foi registrado no fluxo de turistas de Campo Grande, “pela localização geográfica dentro do Estado, por ser o centro político-administrativo de Mato Grosso do Sul e por causa do turismo de eventos e negócios”, diz. Para ela, o Estado precisa trabalhar o aumento de fluxo de turistas por meio da divulgação com o público direto e o empresariado. “A participação do empresariado é de fundamental importância, pois é ele que comercializa, traz o turista e disponibiliza produtos e serviços”.

Em Campo Grande os visitantes corresponderam a 47,57% do total da movimentação hoteleira; em Bonito, 12,92% e região do Pantanal – Aquidauana, Anastácio, Miranda e Corumbá – 11,84%. A região da Costa Leste – Três Lagoas, Aparecida do Taboado e Bataguassu – apresentou aumento significativo de 10,7% de turistas em 2007, comparado aos números de 2006, totalizando 92.918 visitantes. O governo do Estado tem incentivado e apoiado a divulgação, a promoção e os investimentos públicos e privados que estão acontecendo na região. “E os municípios juntos estão comprometidos, o que já começou a ter reflexo”, diz Nilde. Segundo a Fundação de Turismo, são estimados 726 meios de hospedagem com 30.294 leitos localizados nos centros urbanos, áreas rurais e pesqueiras.

Os números mostram ainda um aumento nos desembarques e embarques aéreos em Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã. A Infraero registrou o movimento de 796.760 passageiros, o que representa um aumento de 3,80% em comparação a 2006. Já com relação à entrada e saída de estrangeiros, passaram pelo controle de imigração na Capital, Corumbá e Ponta Porã, 75.704 turistas – um aumento de 14,17% (dados da PF/MS), número que tende a ser maior, pois existem os que entram em Mato Grosso do Sul utilizando outros portões aéreos e rodoviários do País.

“Esse aumento de fluxo de estrangeiros é conseqüência do investimento que o governo do Estado está fazendo para promover Mato Grosso do Sul em outros países com feiras, road shows, seminários, fam turs, press trips e material publicitário de qualidade. A participação dos empresários nesses eventos também é de suma importância, pois isso facilita o processo de comercialização”, finaliza Nilde.

 

Fonte: Portal Bonito

Polícia Militar Ambiental realiza Semana das Águas em Bonito

O Núcleo de Educação Ambiental da PMA de Campo Grande, juntamente com a unidade da PMA de Bonito realizarão atividades de Educação Ambiental no município de Bonito, durante a Semana da Água (22 de março, dia internacional da água) e da Polícia Militar Ambiental (aniversário de 21 anos da PMA), nos dias 17, 18 e 19 de março.

Serão desenvolvidas diversas atividades de Educação Ambiental com 1400 alunos das escolas Estaduais e Municipais de Bonito, em parceria com a Prefeitura Municipal Bonito, a empresa de energia PANTANAL ENERGÉTICA, IBAMA, Comitê da Bacia do Rio Miranda e Museu de História Natural de Bonito, espaço onde se desenvolverão as atividades.

Serão realizadas as seguintes atividades: plantio de mudas nativas no pátio museu, com palestra sobre flora (desmatamento, erosão de solos, controle de poluição, assoreamento…), reciclagem de papel, com palestra sobre os problemas relacionados aos resíduos sólidos, visitação ao museu de animais e peixes empalhados, com palestra sobre fauna, pesca, atropelamentos de animais silvestres, sala de vídeos ecológicos (sobre Pantanal, degradação do solo, poluição atmosférica e da água, tráfico de animais silvestres, montagem artificial do CICLO DA ÁGUA, com palestras relacionadas a temática das águas no planeta, apresentação do teatro de fantoches, com peças sobre as questões ambientais, como: águas, desmatamentos, incêndios florestais e resíduos sólidos, montagem artificial de um ambiente de incêndio florestal, com palestras sobre os problemas relacionados ao fogo (atividade coordenada pelo IBAMA).

Haverá também uma exposição de “banners” sobre o aniversário dos 21 anos da Polícia Militar Ambiental, que ocorrerá no dia 19 de março. Além disso, serão distribuídos “folders” educativos com temáticas ambientais, ressaltando o tema água, mas também sobre pesca, desmatamentos, resíduos sólidos, incêndios florestais e desmatamentos (modelo do “folder”, em anexo).

Todas as unidades do Estado estarão desenvolvendo palestras em escolas ou recebendo alunos nas dependências dos quartéis. O evento marca ainda, o início das atividades do Núcleo de Educação Ambiental da PMA de Campo Grande em 2008, que no ano passado atendeu 13.328 alunos, média esta, que tem sido mantida, desde o ano de 2000.

Em comemoração aos 21 anos, a PMA realizará também no dia 19 de março (quarta feira), às 09h30min, uma solenidade militar, no quartel da Polícia Militar Ambiental de Campo Grande (Av. Mato Grosso s/n – Parque das Nações Indígenas) com participação do Governador, Secretário de Justiça e Segurança Pública, Secretário de Meio Ambiente, das Cidades, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia, Comandante Geral da Polícia Militar e várias outras autoridades.

 

Fonte: Corumbá Online

Associação alimentar entre peixes e macacos

Peixes que seguem macacos?

A primeira vista, mais parece história de pescador. Mas não é! Esta curiosa relação foi estudada nas água

s cristalinas dos rios de Bonito, Mato Grosso do Sul pelos biólogos José Sabino, da UNIDERP e Ivan Sazima da UNICAMP. Em busca da primeira refeição do dia, bandos de macacos-prego, Cebus apella, saltam entre as árvores que margeiam o rio Formoso e o rio da Prata. Os primatas procuram por pequenos frutos, como ingás, goiabinhas e figos silvestres. Agitados e com grande apetite, os macacos derrubam parte da comida no rio. O barulho dos frutos caindo na água atrai a atenção das piraputangas, Brycon microlepis , peixes numerosos na região. Interessados nos frutos que sobram, os peixes seguem os macacos enquanto estes se deslocam e forrageiam pela mata ciliar. A surpreendente transparência das águas de Bonito favorece esta inusitada relação entre peixes e mamíferos, pois a alta visibilidade facilita a rápida localização dos frutos pelas piraputangas.

Fonte: Projeto Peixes de Bonito

Vide texto completo para baixar no icone no topo da matéria.

 

Fenologia da mata ciliar do Rio Formoso

Por Paula Reys, Mauro Galetti, Patrícia Morellato e José Sabino

Estudos fenológicos são importantes para o entendimento da dinâmica dos ecossistemas florestais, principalmente quando avaliam a disponibilidade de frutos para a fauna. Outra importante aplicação deste conhecimento é para programas de recuperação de áreas degradadas: o conhecimento dos períodos de frutificação  e produção de sementes facilita a coleta e produção de mudas. As matas ciliares são formações vegetais que ocorrem ao longo dos cursos d’água e desempenham papel importante na formação dos corredores de fluxo gênico, podendo interligar populações vegetais que foram separadas pelo processo de fragmentação. O presente trabalho procurou entender como varia a fenologia reprodutiva e a disponibilidade de frutos de espécies arbóreas em mata ciliar do rio Formoso, município de Bonito, Mato Grosso do Sul, entre estações e ao longo de um ano. Foram feitas observações mensais em 29 espécies vegetais, 31% anemocóricas e 68,9% zoocóricas, das fenofases floração e frutificação, e estimada a produção de frutos por contagem no chão da floresta. A floração ocorreu principalmente na transição entre as estações seca e chuvosa e a frutificação na estação chuvosa e não apresentaram correlações significativas com a pluviosidade ou a temperatura, apesar do padrão sazonal. As espécies Attalea phalerata e Guibourtia hymenifolia destacaram-se pelo fornecimento de frutos para a fauna de frugívoros na estação seca, período de maior escassez de frutos na mata ciliar da região da Serra da Bodoquena.

Fonte: Projeto Peixes de Bonito

Turismo para a conservação de recursos hídricos: o caso de Bonito (MS)

Por Cleber Alho, José Sabino e Luciana Paes de Andrade

O uso racional de rios para o turismo requer um balanço preciso entre utilização e conservação. O uso efetivo de rios na região de Bonito para turismo e recreação depende primeiro do retorno econômico do negócio, em comparação com as atividades da pecuária tradicional e mineração de calcário. Um plano de manejo adequado deve ser elaborado para cada atrativo, assim como sua implementação plena, incluindo atividades de monitoramento, visando alcançar o uso sustentável do hábitat aquático e da biodiversidade a ele associada.

Fonte: Projeto Peixes de Bonito

Vide texto completo para baixar no icone no topo da matéria.

IASB realiza plantio de árvores com estudantes de SP

O IASB, Instituto das Águas da Serra da Bodoquena, com o intuito de envolver escolas em ações de reflorestamento com  mudas nativas em áreas degradadas e fomentar as ações de educação ambiental, realizou dia 10 de março de 2008, o primeiro plantio com  um grupo de estudantes do ensino médio da Escola Maria Imaculada – Chapel, São Paulo. Foram plantadas 30 mudas de espécies nativas nas margens da represa do córrego Itamaraty, localizado na Estância Mimosa.

Através do Projeto Plante Bonito, o grupo de estudantes teve incluso na programação oferecida pela agência de ecoturismo Terra Nativa o plantio de mudas nativas da região e palestras fornecidas pelo IASB e pela Secretaria de Meio Ambiente do Município.

Ao todo, participaram 27 estudantes, 03 professores e 02 guias de turismo, que após receberem informações sobre a instituição e sobre as espécies plantadas, aprenderam os cuidados que se deve ter ao plantar uma muda, assim cada um ficou responsável pelo plantio de sua árvore. Para a realização dessa atividade, os alunos tiveram que abrir as covas, adubá-las, irrigar as mudas após o plantio e cobrir o solo exposto em volta da árvore com palha seca.

Entre as espécies plantadas encontram-se pitomba, caroba, tarumã, seputá e ipê-roxo. Essas árvores apresentam grande importância para a fauna da região por produzir frutos bastante apreciados pelos animais.

Com este plantio o projeto chega à marca de 987 mudas, que estão recebendo manutenção e monitoramento de seu crescimento.