Seminário discutirá implantação de Geoparques em MS

Acontece hoje, 25 de fevereiro de 2008, às 9 horas na Governadoria de Mato Grosso do Sul o “Seminário Serra da Bodoquena/MS Paisagem Cultural e Geoparque”. O encontro é continuidade dos trabalhos e resultados do seminário, com o mesmo tema, ocorrido em setembro de 2007, onde os participantes debateram as principais características a respeito de uma nova modalidade de preservação internacional que surge com os geoparques da UNESCO.A delimitação da área de um geoparque não implica na desapropriação de área. A delimitação é virtual e tem por objetivo reunir os Geotopos, que são pontos ou áreas de significativo interesse geológico e paleontológico, como uma gruta, uma ocorrência fossilífera, uma montanha de especial interesse ou um paredão rochoso. O Geoparque, portanto, vem a ser uma rede de Geotopos, integrada ou não através de roteiros geológicos e turísticos, através dos quais se entende a evolução geológica da região, à qual são agregados valores ecológicos, arqueológicos, históricos, culturais e de lazer.O programa de Geoparques foi instituído pela UNESCO em 2004 e já foram criados no mundo 52 geoparques em 17 países, a maioria na Europa e China. O Brasil possui um único geoparque, o do Cariri, no Ceará, que passou a integrar a rede mundial de Geoparques em 2006.Durante o encontro de hoje acontecerá diversas palestras com seguintes representantes: Governadoria; Fundação Estadual de Turismo/MS; Fundação Estadual de Cultura/MS; Secretaria de Meio Ambiente, das Cidades, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia, SEPROTUR e IMAP.Esta palestra será apresentada pelo Dr. Alexandre Feitosa, representante da Universidade Regional do Cariri e membro da SIGEP/UNB, CPRM/MME, que participou da criação do Geoparque do Cariri, e pelo Dr. Paulo César Boggiani, membro do Instituto de Geociências-USP, pesquisador e conhecedor da geologia da Serra da Bodoquena.Informações adicionais pelo telefone: (67) 3382-5921 com Maria Margareth Escobar Ribas Lima, superintendente regional da Décima Oitava SR, IPHAN, Campo Grande/MS.

Chuvas no Pantanal já superam média histórica

As chuvas registradas na região do Pantanal entre outubro de 2007 (quando começa o período chuvoso) e 21 de fevereiro já superam a média histórica para a temporada.

Segundo informações da meteorologista Balbina Soriano, pesquisadora da Embrapa Pantanal, (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, na região do Pantanal da Nhecolândia já choveu 7% a mais do que a média histórica e em Corumbá, 3% a mais. Ela lembra que o período chuvoso começou em outubro e vai até março.

De acordo com Balbina, essas chuvas seriam melhores aproveitadas se ocorressem de maneira  uniforme. “Estão ocorrendo pancadas de chuvas concentradas em determinados momentos. Depois passamos alguns dias sem chuvas”, afirmou.

Essa distribuição não regular dificulta a infiltração da água no solo, provocando enxurradas e favorecendo processos de erosão, entre outros efeitos.

A meteorologista explicou também que é comum haver essa variação no total  de chuvas entre as diferentes regiões do Pantanal, que ocupa uma extensão de 138 mil km².

Como exemplo do alto volume pluviométrico, Balbina disse que em janeiro choveu na fazenda Nhumirim onde a Embrapa Pantanal mantém uma estação meteorológica 393,2 mm. “O esperado pela média histórica era 196 mm”, falou a pesquisadora.

 

Projeto do IASB sequestra gases do efeito estufa

No último dia 15 foram plantadas mais 140 mudas de espécies nativas pelo projeto Plante Bonito, criado pelo IASB (IASB – Instituto das Águas da Serra da Bodoquena). A área escolhida para o plantio localiza-se à beira do córrego Itamaraty no atrativo turístico Estância Mimosa, localizada há 24 km da cidade de Bonito.

O projeto tem como principais objetivos a recuperação de áreas degradadas no município de Bonito e a minimização dos efeitos de gases gerados pela produção humana na atmosfera.

Neste plantio entre as espécies escolhidas estavam figueira, figueira-mirim, ingá seputá, peroba rosa, pitomba, ximbuva, jatobá-mirim, além de outras típicas de mata ciliar.

O presidente do IASB, Eduardo Coelho vê a ação como um meio de mobilizar e conscientizar a sociedade a participar de trabalhos ambientais. “Além do benefício ambiental, as pessoas estão se unindo para mudar a realidade em que vivem”, disse. Nesta idéia está inserida também a participação de empresas privadas que contribuem na produção e aquisição das mudas. A proprietária do Hotel Pousada Águas de Bonito, Regina Corrêa, esteve presente no plantio. “Todos devem contribuir de alguma forma para que o meio ambiente consiga sobreviver à ação do homem. Eu encontrei neste projeto a maneira de cooperar com a manutenção do lugar onde vivemos”, disse Regina.

O Projeto GEF Rio Formoso também atua como parceiro no Plante Bonito. O Projeto contribui para a conservação da biodiversidade da Bacia hidrográfica do Rio Formoso, através do manejo sustentável do solo e da água. Por meio do GEF são criadas alternativas sustentáveis para o desenvolvimento das atividades econômicas do município (agropecuária e turismo) com a participação direta da comunidade sem degradar o meio ambiente e visando sempre a sua recuperação e conservação.

O coordenador local do Projeto GEF Rio Formoso Airton Garcez, vê a ação com uma excelente atitude para a regeneração principalmente de matas ciliares. “Tivemos um processo muito forte de degradação no passado e atos que visem a regeneração e o aumento da biodiversidade são sempre apoiados pelo GEF Rio Formoso”, disse o coordenador.

Cada muda plantada pelo Plante Bonito será monitorada por dois anos e aquelas que por acaso morrerem serão replantadas. Após este período os técnicos do Instituto farão o acompanhamento por mais três anos para verificar o crescimento das árvores e a regeneração das áreas.
Qualquer pessoa pode contribuir para o plantio. Basta visitar o site do IASB, www.iasb.org.br. Se preferir também pode entrar em contato pelo telefone (67) 3255-1920.

GEF Rio Formoso – O projeto financiado pelo Banco Mundial é coordenado pela Embrapa Solos e conta com a participação das unidades Gado de Corte

Também estão envolvidos a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Secretaria de Estado de Meio Ambiente das Cidades, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia (Semac), Conservação Internacional (CI Brasil) e Fundação Cândido Rondon (gestora financeira).

O Projeto possui ainda outros colaboradores e co- executores importantes como a Prefeitura Municipal de Bonito através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o IASB (Instituto das Águas da Serra da Bodoquena) e apoio técnico e institucional do IBAMA.

Divulgação:
Bruno Ribeiro Costa
DRT/MS – 306
Assessoria de Imprensa Projeto GEF Rio Formoso (
regional), Agropecuária Oeste (Dourados- MS) e Pantanal (Corumbá-MS).

2° plantio do “Projeto Plante Bonito” na Lagoa Misteriosa, Jardim (MS)

Com o objetivo de recuperar áreas que já sofreram algum tipo de interferência antrópica na área que abrange a Lagoa Misteriosa bem como implantar corredores ecológicos entre os fragmentos de mata, implantou-se um programa de reflorestamento com mudas nativas do cerrado e mata ciliar.

O programa de reflorestamento visa também restaurar os processos ecológicos através do resgate da diversidade vegetal e da busca da autoperpetuação dessas áreas no tempo. O plantio das mudas ocorreu no dia 20 de dezembro de 2007 após um período de chuvas mais acentuado (43 mm), deixando o solo com um grau de umidade elevado, propiciando melhores condições para o plantio das mudas.

Vide texto completo para download no ícone acima.

Filhote de ave cai do ninho e é adotado em Jardim

 Após sobreviver a uma queda de 13 metros de altura de um pé de Bocaiúva (Acrocomia aculeata), onde se encontrava seu aconchegante ninho, “Ariet” a Curicaca (Theristicus caudatus) vem se recuperando muito bem do susto. Funcionários do Recanto Ecológico Rio da Prata ficaram sensibilizados ao ver o filhote dessa linda ave no chão pedindo socorro a seus pais, que estavam ausentes no momento à procura de alimento. Em primeiro instante, os funcionários tentaram colocá-la novamente no ninho, mas por se tratar de um pé de Bocaiúva, o qual é caracterizado por possuir grandes espinhos em todo o seu caule, o acesso ao ninho tornou-se uma tarefa impossível. Foi então que “Ariet”, assim chamado pelos funcionários e visitantes, foi adotado. Atualmente com 700g, “Ariet”, recebe tratamento vip, acompanhado de perto pelo biólogo Samuel Duleba, o qual é responsável pela tentativa de reintrodução do animal a natureza, utilizando-se de técnicas que simulam o comportamento natural da espécie.
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Nome vulgar: Curicaca
Nome científico: Theristicus caudatus
Características físicas: distinguível pela coloração clara, asas largas e bico longo e curvo. Apresenta o dorso cinzento-claro, com brilho esverdeado, rêmiges e retrizes pretas; parte das coberteiras superiores das asas é esbranquiçada, formando uma mancha clara no lado superior da asa, visível durante o vôo. O macho costuma ser um pouco maior que a fêmea, atingindo 69 cm de comprimento e cerca de 43 cm de envergadura.
Alimentação: caramujos, insetos, aranhas e outros invertebrados, anfíbios e pequenas cobras. Seu bico, longo e curvo, é adaptado para extrair larvas de besouros e outros insetos da terra fofa.
Biologia: é diurna e crepuscular. Anda em pequenos grupos, que à noite se empoleiram nas árvores.
Fontes: Guia Ilustrado de Animais do Cerrado de Minas Gerais. Segunda edição. CEMIG. Editare Editora.2003. Ornitologia Brasileira, Sick, H. Rio de Janeiro, 1997. 
Texto: Samuel Duleba

1° plantio do Projeto Plante Bonito na Lagoa Misteriosa, Jardim (MS)

A Lagoa Misteriosa Ecoturismo, um dos pólos das ações de reflorestamento do Projeto Plante Bonito criado pelo IASB, realizou no dia 20 de novembro de 2007, o plantio de 61 mudas nativas do cerrado em uma área de Floresta Estacional Decidual conhecida como “mata-seca”, encontrada nas proximidades da lagoa. O presente trabalho teve como objetivo arborizar uma área degradada por meio da implantação de espécies florestais nativas, propiciando recomposição da paisagem.

A escolha de espécies utilizadas na recuperação da área teve como ponto de partida estudos da composição florística da vegetação remanescente da região, sendo que as espécies pioneiras e secundárias iniciais tiveram prioridade na primeira fase da seleção das espécies. O método de reflorestamento utilizado foi o plantio heterogêneo, o qual consiste no plantio conjunto de diferentes espécies numa mesma área, recriando condições mais próximas das florestas naturais. É indicado para enriquecimento de matas e na recuperação das florestas nas margens de rios.

Para que o projeto tenha continuidade e para que nenhum fator ambiental impeça o crescimento das mudas e atrapalhe o reflorestamento, monitoramentos e fiscalizações das mudas já plantadas através o acompanhamento do crescimento das mesmas serão realizados para assegurar a recomposição da vegetação.

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Plantio de mudas do Projeto Plante Bonito no Rio da Prata, Jardim (MS)

A Fazenda Cabeceira do Prata, um dos pólos das ações de reflorestamento do Projeto Plante Bonito criado elo IASB, realizou no dia 02 de dezembro de 2007, o plantio de 50 mudas nativas do cerrado em uma área localizada nas proximidades da Sede da Fazenda Cabeceira do Prata. O presente trabalho teve como objetivo arborizar uma área degradada por meio da implantação de espécies florestais nativas, propiciando recomposição da paisagem.

 

A escolha de espécies utilizadas teve como objetivo a atração de fauna e a produção de frutos nativos para elaborar produtos à serem vendidos aos visitantes. A metodologia utilizada foi a de sistema agro-florestal.

 

Para que o projeto tenha continuidade e para que nenhum fator ambiental impeça o crescimento das mudas e atrapalhe o reflorestamento, monitoramentos e fiscalizações das mudas já plantadas através o acompanhamento do crescimento das mesmas serão realizados para assegurar a recomposição da vegetação.

Vide texto completo para download no ícone acima.

I plantio do Projeto Plante Bonito na RPPN Fazenda Cabeceira do Prata

A RPPN Fazenda Cabeceira do Prata, um dos pólos das ações de reflorestamento do Projeto Plante Bonito criado pelo IASB, realizou no dia 18 de novembro de 2007, o plantio de 61 mudas nativas do cerrado em uma área localizada as margens de uma Floresta Estacional Semidecidual dentro da RPPN Cabeceira do Prata. O presente trabalho teve como objetivo recuperar a área degradada por meio da implantação de espécies florestais nativas, propiciando recomposição da paisagem, esta medida  foi preconizada no seu Plano de Manejo.

A escolha de espécies utilizadas na recuperação da área teve como ponto de partida estudos da composição florística da vegetação remanescente da região, sendo que as espécies pioneiras e secundárias iniciais tiveram prioridade na primeira fase da seleção das espécies. O método de reflorestamento utilizado foi o plantio heterogêneo, o qual consiste no plantio conjunto de diferentes espécies numa mesma área, recriando condições mais próximas das florestas naturais. È indicado para enriquecimento de matas e na recuperação das florestas nas margens de rios.

Para que o projeto tenha continuidade e para que nenhum fator ambiental prejudique o crescimento das mudas  atrapalhando o reflorestamento, monitoramentos e fiscalizações das mudas já plantadas serão feitas mensalmente através  de vistoria por biólogo.

Relatório disponível para download no ícone acima.

Delcídio anuncia R$ 4 milhões para recuperar Estrada Parque

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, anunciou nesta tarde de ontem (dia 6), durante audiência com o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), o empenho de R$ 4,3 milhões para a recuperação da Estrada Parque, que corta os municípios de Corumbá e Ladário.

Autor da emenda, Delcídio do Amaral destacou a importância dos investimentos para o setor de turismo e a preservação do meio ambiente na região pantaneira. “A recuperação da Estrada Parque é estratégica para a consolidação de Mato Grosso do Sul como um pólo de ecoturismo. A estrada é um dos mais privilegiados pontos de observação da natureza no Brasil. Nos últimos anos, nenhuma intervenção foi feita para orientar e garantir segurança e conforto aos turistas que passam pela região”, lembrou o senador.

Com os investimentos na Estrada Parque, que incluem a construção de um Centro de Atendimento ao Turista, a implantação de sinalização e a recuperação das pontes, os 100 quilômetros da rodovia vão proporcionar aos visitantes do Pantanal os melhores pontos de observação de centenas de espécies da vida silvestre.

Fonte: Mídiamax News

Formações florestais da RPPN Rio da Prata

O Recanto Ecológico Rio da Prata está inserido no Bioma Cerrado que ocupa 1/5 do território brasileiro e contribui com aproximadamente 10.000 espécies de plantas das 60.000 fanerógamas distribuídas pelo País. Fanerógamas – é o termo que designa qualquer planta possuidora de órgãos sexuais aparentes. São plantas superiores, isto é completa, pois além da raiz, do caule e das folhas, produz as flores que contém os órgãos da reprodução. É o grande grupo do Reino vegetal que compreende todas as plantas produtoras de flores. Esse Bioma apresenta diferentes formações florestais que exercem importante função na manutenção da biodiversidade por produzirem frutos, pólen e néctar consumidos pela fauna silvestre, além de oferecem abrigo e proteção.

O clima existente na região é o quente e semi-úmido do cerrado, com distribuição anual das precipitações definindo duas estações bem nítidas: uma seca no inverno-primavera e outra chuvosa, no verão-outono, apresenta índices pluviométricos anuais variando em geral, de 1.500 a 2.000 mm. O trimestre junho-agosto apresenta as temperaturas mais baixas com médias de 15°C a 20°C. As temperaturas mais elevadas ocorrem nos meses de setembro e outubro, que precedem a estação chuvosa, oscilando entre 25°C e 30°C (CPTEC, 2004).

Com o propósito de preservar e conservar de forma integrada os diferentes ecossistemas existentes no Sítio Turístico, os proprietários criaram a Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Fazenda Cabeceira do Prata, Unidade de Conservação de domínio privado reconhecida pelo poder público. Esta reserva visa garantir a proteção de espécies da flora, da fauna e dos demais recursos naturais existentes no local. Outra importante função dessas Unidades de Conservação é a formação de corredores ecológicos que interligam fragmentos florestais e contribuem efetivamente com a sustentabilidade e manutenção da biodiversidade da vida silvestre em seus diferentes habitats.

Autor: Fabrício de Souza Maria e Vivian Ribeiro Baptista Maria vivibap@ig.com.br