Pesquisa recupera áreas de Cerrado

A equipe da Embrapa Cerrados, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa e pesquisadores da Universidade de Brasília, parceiros do projeto “Vamos cuidar do Brasil”, lançado pelo Ministério do Meio Ambiente, iniciaram a recuperação de uma área de 1 hectare ao lado da sede do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), no setor Sudoeste, em Brasília. O Inmet celebra cem anos em 2009 e pretende incrementar ações de responsabilidade ambiental.

O terreno do Inmet, um dos poucos fragmentos de Cerrado, savana tropical com 11 mil espécies de plantas identificadas, dentro da área urbana, foi recuperado com pouco mais de novecentas mudas de 19 espécies nativas, entre elas o pequi, angico e genipapo.

Quatro anos após o plantio, as espécies nativas despontam com destaque na paisagem do local e algumas já produzem frutos. O mesmo modelo de plantio, que simula a concentração de plantas e o espaçamento (3m x 3m) encontrados na natureza, foi repetido em áreas localizadas em Ceres (GO), Mambaí (BA) e no Park Way, em Brasília.

Plantio diversificado

O plantio diversificado também contribui com menor incidência de inimigos naturais das plantas. A pesquisadora Fabiana Aquino, da Embrapa Cerrados, comenta que embora já existam plantios comerciais de baru e pequi, a cultura de uma única espécie não é recomendada. Outra característica importante do trabalho de recuperação de áreas de Cerrado é a tentativa de diminuir os custos do plantio das espécies nativas. A equipe semeia diretamente no solo ao invés de produzir mudas e plantá-las.

Os pesquisadores priorizam o plantio de espécies de uso múltiplo, plantas que produzem frutos comestíveis, possibilitam a extração de madeira e atraem polinizadores. Fabiana explica que após 10 anos do plantio, o manejo sustentável é possível. O plantio de recuperação é “um impulso inicial” para que a natureza faça surgir nos locais mais do que as 19 espécies inicialmente plantadas.

Mais indivíduos das espécies plantadas germinam nos bancos de sementes formados e outras sementes são trazidas para as áreas em recuperação por aves ou pela ação do vento. A pesquisadora defende estimular mais o plantio de espécies nativas do Cerrado nos canteiros de Brasília. “Ipês, quaresmeiras, cagaiteiras que se cobrem de flores brancas demandam menor manejo e são adaptadas a longos períodos de seca”, comenta.

A taxa de sobrevivência das mudas na área de Cerrado do Inmet foi considerada mais elevada do que em outras áreas. O cinturão de Cerrado nativo adjacente ao plantio propiciou a melhor recuperação.

Fonte: Envolverde/Embrapa

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