Projeto visa a recuperação da Bacia no Rio Formoso em Bonito

O Projeto de Gestão da Bacia Hidrgráfica do Rio Formoso (GEF), foi criado para atuar na conservação da biodiversidade região de Bonito (MS), através do manejo sustentável do solo e da água.

Lançado em 2005, o Projeto estabeleceu alternativas de desenvolvimento econômico visando à recuperação das áreas degradadas dentro da bacia, que abrange uma área total de 136 mil hectares sendo subdividida em três microbacias, (Rio Formoso/Complexo Anhumas Taquaral/ Rio Mimoso).

Cerca de 300 propriedades estão envolvidas nas ações do projeto e elas se desenvolvem com a participação direta dos produtores rurais. Essas areas de intervenção foram selecionadas após estudos técnicos que delinearam os locais que transformados em unidades pilotos servirão de Unidades Demonstrativas (UD`s) tornando-se modelo para as demais propriedades que formam a bacia.

Os trabalhos são desenvolvidos conforme o potencial produtivo de cada local e elaboradas as adequações necessárias.

Um destes trabalhos é o sistema agroflorestal (SAF) e suas variações, que alia conhecimento técnico-científico associado ao conhecimento local na busca de alternativas de uso da terra e que tenta proporcionar recuperação ambiental, segurança alimentar e rendimento sustentável ao longo do tempo.

Um dos locais contemplados com a implantação dos Quintais Agroflorestais, que são variações de SAF`s, ideais para proporcionar incrementos ao processo produtivo, foi o Assentamento Santa Lucia, em Bonito (MS). Nele, foram selecionados 15 produtores que participam do projeto desenvolvido inicialmente pela Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer).

De acordo com o engenheiro-agrônomo da Agraer e coordenador técnico local Airton Garcez, o trabalho gera resultados positivos. “Quando os assentados chegaram aqui há dez anos, não existiam árvores e a terra estava degradada. Aos poucos a paisagem mudou e hoje já existem árvores produzindo e o ambiente se tornou economicamente viável, pois conseguimos retorno do investimento ao vender a produção, seja in natura ou como matéria prima para a agroindústria”, explica. Segundo Garcez, árvores como o cumbaru (Dipteryx alata Vogel, Leguminosa: faboideae) fornece a castanha utilizada para os doces e a cana-de-açúcar usada como quebra-vento nos SAFs é utilizada para produção de melado e rapadura.

Para a produtora rural e presidente da Associação dos pequenos produtores do Assentamento Santa Lucia, Noêmia Nogueira, as atividades executadas de projetos como o do GEF- Rio Formoso auxiliam para o crescimento dos pequenos produtores e ao mesmo tempo recupera os locais onde antes a terra era considerada infértil. “Quando chegamos, aqui não tinha nada, era um descampado e hoje a produção serve de matéria prima para o processamento de doces, compotas e conservas, tudo produzido aqui” conta Noêmia, que faz parte do Projeto Pé da Serra, apoiado pela Fundação Neotrópica (Bonito, MS).

Fonte: Assessoria de Imprensa
Recanto Ecológico Rio da Prata
Estância Mimosa Ecoturismo

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