RPPNs de Bonito e Jardim são destaques do Globo Universidade

No último sábado (22) o portal Globo Universidade publicou reportagem especial sobre as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) localizadas no Mato Grosso do Sul.

O texto ressalta o processo de implantação de uma RPPN em uma propriedade, com informações repassadas pela Associação de Proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural do Mato Grosso do Sul (Repams).

Cita também as RPPNs Fazenda Cabeceira do Prata, localizada em Jardim e a Estância Mimosa Ecoturismo, em Bonito, que são utilizadas para ecoturismo desde que foram transformadas em RPPNs, respectivamente, em 1999 e 2013.

Implantação:
Ao entrar em contato com a Repams, o produtor sul-matogrossense interessado na criação da RPPN recebe uma série de orientações sobre como proceder para implantar a unidade na área. A primeira delas é sobre em qual esfera ele deve criar sua RPPN: municipal, estadual ou federal, de acordo com as características da fazenda e do local onde ela se encontra.

Com isso definido, o fazendeiro é orientado a buscar os documentos necessários para a implantação da RPPN, tais como a comprovação de que é dono da terra e mapa da propriedade, entre outros. “O processo é gratuito. A única coisa que o fazendeiro terá de pagar é o georreferenciamento”, conta Cynthia. É preciso contratar um especialista que vai fazer o mapeamento da fazenda, destacando relevo, hidrografia e vegetação, entre outros aspectos.

Quando toda documentação está em dia, a implantação da RPPN leva de quatro meses a um ano. A área de preservação pode ser utilizada para atividades comerciais e turísticas, desde que atenda aos padrões exigidos pelo órgão fiscalizador responsável. Ao implantar a reserva, o fazendeiro recebe alguns benefícios do governo, como isenção de impostos e compra de créditos rurais.

RPPN no Mato Grosso do Sul:
“Não temos uma meta de área que queremos atingir. Nosso trabalho é com conscientização dos produtores rurais”, comenta Cynthia. Ela destaca que a RPPN é permanente. Mesmo se a fazenda for vendida, o comprador deve estar ciente de que aquela área deve ser preservada. Simone Coelho, integrante da Repams e proprietária de duas reservas no Mato Grosso do Sul, destaca que a implantação deve ser um desejo dos fazendeiros. “Quando a pessoa oficializa a reserva, o faz de coração. É uma coisa muito séria, que deverá ser mantida pelos filhos”.

As fazendas da família Coelho, Cabeceira do Prata e Estância Mimosa, são utilizadas para ecoturismo desde que foram transformadas em RPPNs, respectivamente, em 1999 e 2013. “A Cabeceira do Prata é uma área cheia de morros, com bastante vegetação preservada. A recuperação foi pequena”, comenta Simone. Ela conta que a outra reserva sofria com erosão, que foi corrigida. Outra providência foi a criação de açudes, longe dos rios, para afastar o gado.

Simone explica que o gado vive uma rotina. Se ele vai à beira do rio beber água por alguns dias, acaba indo sempre. “A longo prazo, os bois criam trilhas na vegetação, por onde a água da chuva escorre”, comenta Simone. Ela também destaca que os bois, ao se aproximarem dos rios, acabam destruindo a mata ciliar – mata obrigatória localizada à beira dos rios, para diminuir o assoreamento. Daí a importância de se criar açudes longe da RPPN.

A preocupação com a preservação da área reflete também no ecoturismo. “Diariamente, as reservas recebem, no máximo, 12 pessoas”, comenta Simone. Ela conta que as trilhas também foram desenvolvidas para causarem o menor impacto possível. “As trilhas vão e voltam na direção dos rios e cachoeiras. Não seguem paralelas ao rio”, conclui.

Com informações: Bonito Notícias e Globo Universidade

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