Selo de segurança irá fortalecer o Turismo de Aventura

Há cerca de uma década, o boom das atividades de aventura levou turistas a incursões mais profundas pelos cenários naturais do Brasil. Conjugando esportes de ação e atividades contemplativas, o ecoturismo e o turismo de aventura ganharam destaque na preferência dos brasileiros.

Agora, uma iniciativa vem finalmente trazer mais segurança – e tranquilidade – às práticas que envolvem tanto adrenalina quanto riscos, como rafting, rapel, tirolesa, canionismo e cachoeirismo. Um selo indicará aos turistas que a atividade tem certificação em gestão de segurança.

O “atestado” é parte do programa Aventura Segura, parceria entre o Ministério do Turismo e a Abeta (Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura). O processo de certificação tem ainda a participação do Sebrae (Agência de Apoio ao Empreendedor e Pequeno Empresário). “O maior problema hoje é ter no Brasil empresas altamente qualificadas competindo com outras de péssimas práticas de segurança, em termos de equipamento e treinamento de pessoal. É difícil para o turista distingui-las”, afirma Daniel Spinelli, vice-presidente da Abeta, que existe há cinco anos. “Com a certificação, abre-se um novo patamar de qualidade. E o turista, mesmo não tendo conhecimento técnico, conseguirá diferenciar a boa empresa”.

 

Uma pesquisa encomendada pela associação em 2006 apontou cerca de 2.000 empresas oferecendo atividades relacionadas ao turismo de aventura no país. A Abeta tem 240 associados, que respondem por quase 80% do mercado de turismo de aventura.

 

Normas – Os selos serão dados para determinada atividade oferecida, não para a empresa e todas as suas atividades. Para obter o certificado, as atividades serão avaliadas por empresas autorizadas pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial).

 

Quem oferece as atividades deverá estar de acordo com a norma 15.331 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que pode ser acessada gratuitamente, mediante cadastro, no site da entidade. A Abeta disponibiliza também “manuais de boas práticas” para os empreendedores. Até o final do ano, o processo deve ser iniciado em alguns dos 16 destinos em 13 Estados que participam do Aventura Segura. A adesão não é obrigatória.

 

Como parte do processo do Inmetro para habilitação da ABNT Certificadora (divisão da entidade que atua na área de atestação) e da Falcão Bauer – uma espécie de “test drive” com resultado válido -, já foram certificadas as empresas KangoJango, em Socorro (SP), e Alaya, em Brotas (SP).

 

Fonte: Folha Online

 

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