Sistema de Integração Lavoura-Pecuária para produtores de MS

Produtores sul-mato-grossenses estão cada vez mais aderindo as técnicas  recomendadas pelo sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Silvicultura (ILPS), implantadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (DEPROS/MAPA).

Segundo Dirceu Luiz Broch, Diretor da Fundação MS – Pesquisa e Tecnologia, aproximadamente 5% dos produtores do Estado aplicam as técnicas de integração Lavoura-Pecuária (ILP) e em torno de 1% dos produtores já implantou o sistema de produção ILPS ou ILPF (florestas).

O sistema de produção com integração lavoura-pecuária se adapta muito bem ao bioma cerrado. Além de ser uma das melhores opções para recuperação de pastagens degradadas, potencializa a produtividade na pecuária e produção de grãos. As causas possíveis da degradação dos solos vão desde o manejo incorreto, processos erosivos por ações climáticas ou humanas, até a mudança natural da fertilidade do solo pela perda de nutrientes através das chuvas (lixiviação).

A degradação do solo prejudica a produção agrícola, favorece o aparecimento de espécies invasoras (plantas daninhas) e diminui a cobertura vegetal, ocasionando erosão por chuva ou vento. “A integração otimiza o uso do solo, com a produção de grãos em áreas de pastagens e melhora a produtividade pela renovação, ao aproveitar a adubação residual da lavoura, com maior ciclagem e incremento da matéria orgânica”, explica o técnico da Divisão de Agricultura Conservacionista do Ministério da Agricultura, Maurício Carvalho.

A integração lavoura-pecuária-floresta é empregada em diferentes sistemas de produção de grãos, fibras, madeira, carne, leite e agroenergia, que podem ser realizados na mesma área.

Linha de Crédito

Para estimular a recuperação de pastagens, o Ministério da Agricultura criou o Programa de Produção Sustentável do Agronegócio (Produsa). A iniciativa oferece linha de crédito de investimento para adoção de sistemas de produção agropecuária, que respeitam a legislação ambiental. Os limites de crédito chegam a R$ 400 mil, com juros de 5,75% a 6,75%, por beneficiário. O prazo de reembolso varia de 5 a 8 anos, dependendo da área de atuação.

Fonte: Agora MS

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