Turismo de aventura tem manual de boas práticas da Abeta

Para garantir que os turistas que procuram atividades de natureza e aventura durante as férias sintam-se seguros durante a sua prática, a Associação Brasileira de Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta) em parceria com o Ministério do Turismo, disponibiliza em seu site informações importantes sobre os cuidados que precisam ser tomados antes de iniciar qualquer atividade.

Entre as diversas modalidades de turismo de aventura, está o Canionismo e Cachoeirismo. O Manual de Boas Práticas Vol. 6 relata um pouco sobre o histórico da atividade, os aspectos empresariais, técnicos, de segurança, socioambientais, entre outros.

Veja abaixo trechos do Manual:

Os primeiros relatos sobre a exploração de cânions e desfiladeiros datam de 1893. E nomes como os dos franceses Lucien Briet, Armand Janet, e do mais célebre deles, Édouard-Alfred Martel (pai da espeleologia), encabeçam a escassa literatura especializada. Esses personagens percorreram o sul da França e norte da Espanha, adentrando vários desfiladeiros no maciço dos Pirineus, que separa os dois países.

Em 1970, com a evolução dos equipamentos de progressão em corda, aperfeiçoados para a exploração de grutas, é que tem início a exploração sistemática, não só de cavernas mas também de cânions e rios em garganta. E o que era então uma espécie de “espeleologia a céu aberto”, ganha adeptos que começam a se dedicar exclusivamente a essa nova atividade. Nasce assim o canionismo, que, derivado tanto da espeleologia como do montanhismo (foi também chamado de “alpinismo em cachoeiras”), passa então a existir como atividade autônoma, com técnicas, equipamentos e objetivos próprios.

O esporte ganhou vários nomes. Na Espanha, barranquismo; na França, canionisme ou gargantisme; na Itália, torrentismo; na África do Sul, kloofing. Mas o nome que se espalha mundo a fora é a expressão inglesa – canyoning.

Canionismo e Cachoeirismo como produto de Turismo de Aventura no Brasil

As primeiras iniciativas comerciais de canionismo surgiram a partir de 1994, iniciadas pela equipe H2Omem através do batismo do seu curso deiniciação, realizado nas cachoeiras da Chapada Bandeirante, centro-oeste paulista.

O cachoeirismo (ou cascading), pela sua simplicidade e baixo custo, ganhou centenas de adeptos em todo o Brasil,  principalmente a partir de 1994. A divulgação na grande imprensa, o surgimento de lojas especializadas e a importação oficial de equipamentos foram fundamentais para esse crescimento.

Pela sua “aparente” facilidade de operação, surgiram também, nessa época, inúmeras outras iniciativas comerciais. Nesse início, a cidade de Brotas teve um papel  importante, como o primeiro município brasileiro a lançar uma regulamentação específica para essa e outras atividades de aventura. E assim milhares de “marinheiros de primeira viagem” experimentaram o rapel molhado com o advento do “boom” do Turismo de Aventura (1998/2001) que se seguiu.

O cachoeirismo se espalhou rapidamente por quase todo o território brasileiro, baseado na premissa de “quem é que não sabe onde tem uma cachoeira?”

Por Carla Layane

Com informações Abeta

 

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