UNESCO visita o MS para avaliar o Geoparque Bodoquena Pantanal

Chegam ao Mato Grosso do Sul no dia 18 de junho, representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO, com o objetivo de avaliar a criação do Geoparque Bodoquena/Pantanal, onde estão inseridos 54 geossítios*, entre grutas, pedreiras, cachoeiras, minas, sítios, nascentes baías, minas. Eles visitarão as cidades de Jardim, Bonito e Corumbá.

De acordo com a Superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, Margareth Escobar, a elevação à categoria de geoparque, uma chancela oficial da Unesco, é uma ferramenta de preservação para áreas dotadas de importantes testemunhos geológicos e paleontológicos da evolução da Terra, e também objetiva fomentar a educação, inclusão social, divulgação científica e o turismo, garantindo a sustentabilidade do local.

O Geoparque Bodoquena/Pantanal, com uma área de 39 mil quilômetros quadrados, possui diversos aspectos característicos de um geoparque nos moldes da Unesco, como a presença de fósseis de preguiças-gigante, tigres dente-de-sabre e mastodontes. Há ainda fósseis dos primeiros seres vivos surgidos no planeta – há mais de 560 milhões de anos, sendo um deles a corumbella, em homenagem a Corumbá, onde o fóssil foi descoberto.

O local também abriga diversos sítios arqueológicos e históricos relevantes que contam a história da mineração em Corumbá e a Retirada da Laguna e também um rico patrimônio cultural traduzido pelo modo de vida pantaneiro, pelas artes gráficas e cerâmicas terena e kadiwéu.

Roteiro

Os Representantes da UNESCO ficam em Mato Grosso do Sul até o dia 21 de junho. O primeiro atrativo a ser visitados pelos técnicos será o Buraco das Araras, no dia 19, passando depois pelas grutas de Bonito e pela cultura do homem pantaneiro em Corumbá.

Em breve será lançado na internet o site do Geoparque Bodoquena Pantanal, no qual contará com todas as informações a respeito do assunto. Aguardem!

*Geossítios são locais bem delimitados geograficamente, onde ocorrem um ou mais elementos de geodiversidade com singular valor do ponto de vista cientifico, pedagógico, cultural e turístico.

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